A instabilidade política está fazendo Campo Grande “sangrar” com a permanente crise instalada desde as eleições de 2012, com a vitória do então deputado estadual Alcides Bernal (PP). Foi um pleito histórico do ponto negativo, sob o discurso da renovação política.
O eleitor foi às urnas iludido com o discurso de renovação e as promessas que depois se revelaram ‘impossíveis’ de serem cumpridas. A grande decepção aconteceu quando Bernal foi apeado do cargo pela Câmara, depois de um ano e três meses, quando enfrentou a CPI do Calote e depois a Comissão Processante.
Acusado de dar calote nas contas do Município e de beneficiar empresas de amigos e de improbidade administrativa, o ex-prefeito não conseguiu construir a base sólida de apoio na Câmara e acabou caindo, dando lugar ao vice, Gilmar Olarte (PP), que assumiu o cargo como ‘salvador’ e também meteu os pés pelas mães.
Campo Grande vive agora, depois das gestões exitosas de ex-prefeitos, a ‘síndrome’ de administrações mal sucedidas que proliferam pelos munícipios enlameados pela corrupção. Nesse cenário estadual, atualmente o município de Dourados é a exceção, depois de passar pelo ‘vexame’ de assalto aos cofres públicos nos anos de 2009 e 2010.