A Justiça determinou quebra de sigilo bancário de sete vereadores e 13 ex-vereadores, entre eles o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), o atual chefe do Executivo, Gilmar Olarte (PP), a deputada estadual Grazielle Machado (PR) e o atual secretário estadual de Cultura, Turismo e Empreendedorismo, Athayde Nery (PPS). A ação é movida contra todos os legisladores que cumpriam mandato na Câmara Municipal em 2008, sob argumento de que eles recebiam valores superiores ao permitido por lei.
Além dos já citados, estão na lista Vanderlei Cabeludo, Magali Picarelli, Edil Albuquerque, Paulo Siufi, todos do PMDB, Airton Saraiva (DEM), Thais Helena (PT), Marcos Alex (PT), Paulo Pedra (PDT) e os ex-vereadores Marcelo Bluma (PV), Sérgio Fontelles, Maria Emília Sulzer, Cristovão Silveria, Clemencio Ribeiro, Celso Yanase e Edmar Pinto Neto.
A decisão, assinada pelo juiz titular da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, David de Oliveira Gomes Filho, foi tomada porque não houve comprovação por parte dos ex-legisladores de que eles recebiam remuneração abaixo do teto. O magistrado requereu os comprovantes em julho deste ano, e não houve respaldo, enquanto a Câmara concedeu as informações, porém, insuficientes.
À época foi determinado que o Legislativo apresentasse discriminadamente quais foram os valores pagos aos vereadores em 2008 e anos anteriores. No entanto, após recurso, os gastos foram restritos ao ano de 2008. Apesar da decisão, a Casa informou genericamente gastos parciais, os ofícios com os pedidos foram renovados, no entanto “sem atendimento preciso”, informa o juiz. Siufi era o presidente do Legislativo, e, conforme o texto, informou apenas que o pagamento era de R$ 9.500, sem detalhar valores de diárias, entre outros benefícios. Com reportagem do jornal Midiamax