As duas crianças, de 8 e 12 anos, mortas no sábado (3), após acidente em que dois carros colidiram de frente na BR 262, e o episódio que envolveu uma criança no acidente da BR 163, “estavam sem o cinto de segurança e, a exemplo da condutora, poderiam ter se salvado se estivessem usando o item obrigatório”. O comentário foi feito pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), através do Nucom (o Núcleo de Comunicação).
"Os acontecimentos deste sábado comprovam que praticamente não existem acidentes no sentido de fato imprevisto que a palavra sugere. Existem ocorrências causadas por condutas deliberadas e conscientes de condutores que desrespeitam a legislação de trânsito”, diz o Nucom.
No primeiro acidente, da BR 163, segundo a PRF, “uma condutora exercendo uma velocidade incompatível com a chuva causou aquaplanagem”. No acidente de Ribas do Rio Pardo, “um condutor embriagado e agora já autuado pelo homicídio de cinco pessoas, causou o acidente”.
Ainda assim, pelo menos as vidas dos passageiros de trás, especialmente das crianças, poderiam ter sido poupadas. “Crianças têm mais chance de saírem de um acidente vivas, em comparação a um adulto, quando estão utilizando cinto de segurança, em razão da menor massa de seus corpos. Contudo, elas não estavam utilizando o acessório”, observa a nota da PRF.
Assim como as oito vidas que foram ceifadas no sábado, 97% das mortes no trânsito são causadas pelo mesmo motivo: “a imprudência deliberada e consciente de nossos motoristas que acreditam que acidentes só ocorrem com os outros", conclui a Polícia Rodoviária.
Mais uma criança
Uma criança, de sete anos, morreu atropelada por automóvel na rodovia estadual MS 147, no distrito de Culturama, em Fátima do Sul, na noite de ontem (4). O condutor seria taxista na região.
De acordo com informações do site Siliga News, a vítima foi identificada como Sara Arcanjo de Oliveira. Ela foi atropelada por um Corolla, que era conduzido por homem que atua como taxista na cidade. Ele saiu ileso e foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos.
A criança estava acompanhada por quatro pessoas que precisaram ser amparadas e medicadas no hospital da Sias.