A Prefeitura de Três Lagoas foi condenada pela Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, por sacrificar animais indiscriminadamente. A sentença, proferida pela juíza Aline Beatriz de Oliveira Lacerda, da Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos do Município, é primeira nesse sentido do país, e dá a cidade o prazo de três meses para que sejam implantados serviços de controle reprodutivo, além da extinção total de qualquer prática de eutanásia em animais saudáveis.
Em agosto, um portal de notícias da cidade divulgou um balanço, emitido pelo próprio CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) revelando que entre 2005 e 2014, 38.217 animais foram sacrificados em Três Lagoas. A maioria deles, segundo denunciou o vereador Beto Araújo (PSD), presidente da ONG AmeMais, sem nenhum indicativo de doença nociva à saúde e segurança de seres humanos, ou mesmo em fase terminal, ferindo o artigo 6º da Lei 2.990/2005.
A ação foi protocolada em 24 de setembro de 2012, porém o inquérito só foi concluído no dia 28 de setembro deste ano. O problema, segundo o vereador, é que mesmo com a determinação da Justiça, os funcionários do CCZ ainda mantêm uma postura inadequada, e cruel, em relação ao sacrifício de animais.
Um vídeo, gravado por um cidadão na quarta-feira (14) passada, mostra uma mulher tentando deixar alguns filhotes de gato no local. Ela destaca que os animais estão saudáveis, e foram tratados pela família depois de serem abandonados em frente da casa dela. O funcionário se nega a receber os bichinhos, dizendo que se ficarem ali vão morrer. A mulher insiste que não tem onde deixar, e o homem sugere que ela leve para a casa do vereador Beto, segundo reproduz o jornal Midiamax.