Encontro de lideranças dos movimentos sociais foi realizado no MPF de Dourados — Foto: Douranews/Arquivo
Encontro realizado na manhã desta terça-feira (2), na sede da Procuradoria Federal de Dourados, marcou a retomada das conversações entre lideranças do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e dos assentados no sentido de ‘destravar’ o programa de reforma agrária em Mato Grosso do Sul.
As lideranças foram recebidas pelo procurador do MPF (Ministério Público Federal), Marco Antônio Delfino Garrido, e fiou acertada a realização de uma reunião ampliada, envolvendo ainda as Procuradorias de Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã e de Naviraí. O procurador Marco Antônio forneceu informações atualizadas para as lideranças.
De acordo com Ronildo Lopes, do MST, “foi um bom começo de conversa”. Segundo ele, o procurador se mostrou bastante acessível às reivindicações dos movimentos sociais e argumentou a hipótese de se editar um TAC (termo de ajustamento de conduta) para resolver situações específicas do Estado.
“Na verdade, o problema de não terem sido assentados novos núcleos não é uma questão com implicações políticas do Estado, tem a ver com normativas do próprio TCU (Tribunal de Contas da União) que chegaram a inviabilizar a Reforma Agrária no País, além das constantes trocas de comando no Incra por conta dessa situação do País”, comentou o dirigente.
Em Mato Grosso do Sul, atualmente, existem cerca de 20 mil famílias na fila de espera por uma área, das quais 12 mil ocupando acampamentos à margens das rodovias.