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ato de amor

Pai adotivo reconhece direito legal de paternidade

Diretor de escola cuida de adotado há 19 anos

21 de novembro 2024 - 15h50 Por Com assessoria
Pai adotivo reconhece direito legal de paternidade Manoel, com o neto Héctor e o filho João Romão — Divulgação

História de amor: com Defensoria Pública, pai e filho conquistam reconhecimento de paternidade
 

A melhor lição de vida o professor e servidor público Manoel Jorge da Silva, de 56 anos, ensinou fora das salas de aula: amar alguém sem ter laço sanguíneo e doar-se integralmente. Isso porque anos atrás adotou uma criança, mesmo com os obstáculos de ser pai solo, e agora, com a maioridade do filho, o estudante João Pedro Romão, aos 19 anos, ambos conseguiram registrar oficialmente essa filiação após pedirem ajuda à Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul.

“Estou muito feliz por conseguir arrumar a certidão de nascimento do meu filho, amparar ele e meu neto legalmente. Meu sonho é vê-los formados e com tudo encaminhado na vida, dentro das possibilidades. Eles dois e minha mãe são a minha vida”, emociona-se Silva. Diretor da Escola Estadual José Bonifácio e mestrando em Lexicologia, é possível afirmar que o professor já tem um título de mestre, mas em outra área: na paternidade.

O atendimento inicial ao pai e ao filho, em Porto Murtinho, foi realizado por Jamili Ariani Veiga de Mico Mosena, assessora jurídica na Defensoria Pública de Família e Sucessões. “As partes são maiores, capazes e estavam de acordo. Sendo assim, foram orientadas sobre o procedimento bem como sobre a documentação necessária”, relembra a servidora, que os encaminhou ao reconhecimento de paternidade socioafetiva. Sobre a adoção, Silva acredita que é “um dos atos mais nobres que um ser humano pode fazer”.

Nos próximos três meses, João Pedro passará a se chamar João Pedro Romão Jorge e terá o nome do pai na certidão de nascimento e, depois, na carteira de identidade. “Fico muito feliz de ter o sobrenome dele na minha certidão. Foi ele que me criou, desde pequeno. Ele me ajuda até hoje e ajuda meu filho”, comenta o jovem. Pretende, assim que possível, retificar a certidão de nascimento do filho, Héctor Mathias Peralta Romão, hoje com 3 anos, para que o nome do avô paterno também conste no documento da criança e, assim, o garoto passe a se chamar Héctor Mathias Peralta Jorge.

O atendimento da Defensoria Pública Estadual à família ocorreu por meio da Van dos Direitos, em Porto Murtinho, no evento realizado em parceria com a Justiça Federal.