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Juíza acata pedido de Gleice sobre transporte de indígenas

Escola Araporã é definida como ponto de embarque de eleitores para Itaporã

20 de outubro 2026 - 09h26 Por Assessoria
Juíza acata pedido de Gleice sobre transporte de indígenas Escola Araporã, na aldeia indígena Bororó — Reprodução

A Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul acatou pedido da deputada estadual Gleice Jane (PT) e determinou a alteração do itinerário do transporte gratuito destinado aos eleitores indígenas da Aldeia Bororó, na Reserva Indígena de Dourados. A decisão, assinada nesta segunda-feira (19), estabelece que os ônibus deverão utilizar a Escola Municipal Indígena Araporã como ponto de partida, retorno e embarque para o segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).

A determinação foi assinada pela juíza eleitoral Marilsa Aparecida da Silva Baptista, da 43ª Zona Eleitoral, após análise do Ofício 108/2026, encaminhado pelo gabinete da parlamentar. No documento, Gleice Jane solicitou a revisão do trajeto e dos pontos de embarque do transporte gratuito disponibilizado aos eleitores indígenas que precisam se deslocar até o município de Itaporã para votar.

Segundo a solicitação, embora o itinerário oficial previsse atendimento à Aldeia Bororó, não havia indicação precisa de um ponto de embarque acessível à comunidade. Também foram relatadas situações em que o ônibus não ingressava na aldeia, dificultando o deslocamento dos moradores até os locais de votação. Ao analisar o pedido, a magistrada reconheceu a necessidade de garantir condições efetivas de acesso ao transporte.

“Considerando que é dever da Justiça Eleitoral envidar todos os esforços para garantir o pleno acesso dos cidadãos às seções eleitorais, especialmente das populações indígenas”, afirmou a juíza em trecho da decisão que definiu a Escola Municipal Indígena Araporã como ponto de embarque por oferecer maior segurança e efetividade ao serviço.

Para a deputada Gleice Jane, a decisão representa uma medida importante para garantir que as dificuldades de deslocamento não impeçam a participação eleitoral das comunidades indígenas.

“Não basta garantir o direito ao voto na legislação se as pessoas não têm condições de chegar até as urnas. Estamos falando de comunidades que enfrentam dificuldades históricas de acesso a serviços públicos. O transporte precisa chegar até onde as pessoas estão. Foi isso que solicitamos à Justiça Eleitoral, e essa decisão é fundamental para assegurar que os eleitores indígenas possam exercer seu direito de votar”, afirmou Gleice Jane.

A decisão ocorre a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais e reforça a responsabilidade da Justiça Eleitoral de assegurar condições de deslocamento aos eleitores que dependem do transporte gratuito.