colunista 3
A historiadora brasileira Emília Viotti da Costa, autora da frase ‘Um povo sem memória é um povo sem história’, certamente aprovaria a proposta que ouso apresentar aqui – com a firme esperança de que outros mais venham a compartilhar – no sentido de se resgatar, e ao mesmo tempo, digamos, oxigenar, a memória cultural douradense para as gerações do presente e às que ainda virão.
Em tempos de reformas, ou tentativas de fazê-las, começo pela proposta de nova denominação para a Usina Velha ‘Filinto Muller’, um dos espaços que se sugere sejam criados dentro do novo conceito cultural em estudos pela Prefeitura de Dourados como parte do ‘pacotão do Fonplata’.
A preservação da memória histórica dos douradenses deve levar em conta que figuras significativas estão passando e a raiz cultural se perdendo, morrendo (literalmente), deixando perpetuar nomes de personagens nem tão importantes para o conceito de ‘nova história’ que se propõe.
Ali, na nova formatação do arquiteto Dionísio Binello, cabe incluir, por exemplo, fragmentos da obra do escritor, historiador, poeta e jornalista Nicanor Coelho, sem dúvida, a mais grata revelação do nóvel movimento cultural de Dourados.
Em tão pouco tempo, Coelho estimulou a criação e foi o primeiro presidente da ADL (Academia Douradense de Letras), formou o Grupo Arandu de Literatura, com a edição e lançamento de quase uma centena de obras, publicou sete livros e teve participação expressiva na vida local.
Foi a própria ‘usina de conhecimentos’ em operação e em ebulição, e deve ser perpetuado com o ‘Espaço Usina Nicanor Coelho’.