A começar pelo Uruguai, melhor sul-americano na última Copa do Mundo com o quarto lugar na África do Sul e campeão na Argentina em julho com direito a eliminação nos pênaltis, em Santa Fé. Além da Celeste, Paraguai, Peru, Venezuela, Colômbia e Chile também tiveram campanhas superiores e se credenciam a uma das quatro vagas diretas para o Mundial no Brasil. O quinto lugar ainda disputa uma repescagem contra uma seleção da Concacaf – na última edição, o Uruguai derrotou a Costa Rica.
O time de Lionel Messi & Cia., no entanto, tem a favor um retrospecto para lá de convincente. Em todos as eliminatórias que o Brasil não jogou, a Argentina fez bonito se classificou. Para 1962, o sistema eliminatório era apenas de um mata-mata – a Albiceleste venceu o Equador em duas oportunidades. Quatro anos depois, Paraguai e Bolívia foram presas fáceis em um grupo: três vitórias e um empate, com paraguaios.
A mesma campanha contra os mesmos adversários se repetiu para a Copa da Alemanha, em 1974. Por último, em 1998, já nos pontos corridos, a Argentina terminou em primeiro, com oito vitórias e seis empates em 16 partidas. Ela não disputou a Copa em quatro edições: em 1938, 1950 e 1954 se recusou a jogar, enquanto foi eliminada pelo Peru em 1970.
Como o passado não entra em campo, o técnico Alejandro Sabella preparou uma equipe considerada forte na medida do possível. O volante Javier Mascherano, suspenso, e o atacante Sergio Agüero, lesionado, são os desfalques mais importantes.
O atacante Carlitos Tevez, contestado pelas más apresentações na Copa América, ainda não foi chamado pelo treinador, que fará sua estreia oficial após amistosos contra Venezuela (1 a 0), Nigéria (3 a 1) e dois diante do Brasil (empate por 0 a 0 e derrota por 2 a 0). O craque Lionel Messi também vestirá a braçadeira de capitão também de forma oficial pela primeira vez.