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Brasil não aceita mais Valcke como interlocutor, diz Rebelo

03 de março 2012 - 15h55 Por Redação Douranews
Brasil não aceita mais Valcke como interlocutor, diz Rebelo
O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, anunciou neste sábado, 3, que o governo brasileiro "não aceita mais" o secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, como interlocutor entre o País e a entidade internacional, depois que o dirigente afirmou que Brasília precisa de "um pontapé no traseiro" para acelerar as obras da Copa do Mundo de 2014.

"São expressões impróprias para tratar das relações entre a entidade e o país", disse o ministro. Devido às palavras usadas, qualificadas por Rebelo como ofensivas e inaceitáveis, o governo comunicará à Fifa que Valcke não mais será aceito como interlocutor.

"As declarações do secretário da Fifa... dificultam o ambiente de cooperação e entendimento. Não tem cabimento", disse o ministro, afirmando que iria "comunicar o presidente da Fifa (a respeito) dessa decisão" de desconsiderar Valcke como intelocutor "a nível de governo".

O ministro lembrou ainda que durante uma visita ao Brasil em janeiro, Valcke foi recebido por autoridades do governo e fez elogios ao andamento das obras de estádios e de mobilidade urbana para a Copa. O dirigente da Fifa tem marcada uma nova viagem ao País nos próximos dias para vistoriar as obras. Rebelo disse, no entanto, que se vier, o secretário-geral não será recebido por representantes de Brasília.

Na sexta-feira, durante entrevista concedida em Londres, Valcke criticou os atrasos nas obras de estádios e infraestrutura, além de alfinetar o Congresso pela demora em aprovar as leis que regularão todos os procedimentos relacionados ao mundial. O dirigente sugeriu que os responsáveis pelo Mundial deveriam levar um "pontapé no traseiro" e começar a trabalhar para recuperar o tempo perdido.

De acordo com Valcke, o Brasil não está cumprindo os compromissos assumidos em torno da infraestrutura necessária para a Copa. "Não há hotéis suficientes", segundo o dirigente, que ainda afirmou que, das doze cidades que servirão como sedes, "apenas o Rio e São Paulo" contam com a capacidade para receber os turistas esperados durante a competição.