O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, classificou neste sábado (3) de "um pouco infantil" a decisão do Brasil, país organizador da Copa do Mundo de 2014, de não aceitá-lo mais como interlocutor da federação internacional, por suas críticas ao atraso nos preparativos. O rompimento foi anunciado pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo.
"Se o resultado [a partir das declarações dele] é que não querem mais falar comigo, se não sou a pessoa com quem querem trabalhar, então é um pouco infantil. Vou viajar ao Brasil no dia 12 de março", disse Valcke em Londres, conforme informações da AFP.
Em entrevista concedida na sexta-feira, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse que os organizadores do Mundial de 2014 precisavam de um "pontapé na bunda" para as obras da Copa do Mundo andarem no País, e afirmou que os preparativos brasileiros estão em "estado crítico".
"As coisas não estão funcionando no Brasil. Muitas coisas estão atrasadas... Acho que a prioridade do Brasil é ganhar o Mundial. Não creio que seja organizar a Copa do Mundo", afirmou Valcke.
As palavras dele não foram bem recebidas pelo governo brasileiro, e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, afirmou neste sábado que não quer mais Jérôme Valcke como interlocutor da Fifa para os assuntos relacionados à Copa de 2014.
"As declarações são inaceitáveis, inadequadas para o governo brasileiro. As declarações contradizem completamente com o que o próprio secretário falou em sua visita no dia 17 de janeiro. As informações não são verdadeiras, porque os estádios estão inclusive adiantados ao cronograma inicial da Copa", disse Rebelo.
"Diante dessas declarações, que são palavras inadequadas e inaceitáveis para qualquer tipo de relacionamento, o governo brasileiro vai enviar uma carta ao Blatter [presidente da Fifa] informando que não aceita mais o secretário geral, Jérôme Valcke, como interlocutor. O governo brasileiro vai continuar trabalhando com a certeza de que o Mundial será um sucesso", completou.