Um dia depois de declarar que irá conferir o nome dos convocados do técnico Mano Menezes para as Olimpíadas de Londres com um dia de antecedência, o presidente da CBF, José Maria Marin, disse que não pretende ter interferência em futuras listas ou escalações do técnico. Exceto por duas situações: quebra de hierarquia ou disciplina.
Para citar um exemplo, Marin comentou o caso do ex-lateral do Flamengo e da seleção brasileira, Leandro, que foi cortado da Copa de 1986 pelo técnico Telê Santana, após fugir da concentração com o atacante Renato Gaúcho.
“Soube que o Leandro, lateral e zagueiro do Flamengo, não havia aparecido para o embarque. Eu vetei, porque aí não era um caso técnico, era disciplinar. Tanto que foi para o lugar do Leandro o Josimar, que era do Botafogo. Não convoquei ele, não dei nenhum palpite. Não existe interferência, exceto quando for um caso de hierarquia e compromisso”, disse Marin, que era chefe de delegação naquela Copa do Mundo.
Para Marin, que faz questão de destacar os 'modos antigos', ter a lista com antecedência também é uma questão de responsabilidade. Como presidente da entidade máxima do futebol, ele acredita ter direito de conhecer os nomes em primeira mão.
“Eu não desejo vetar nem é nossa intenção, mas acho perfeitamente normal para quem acompanha futebol 24 horas, saber a relação. Jamais tomarão conhecimento que eu interferi não apenas na seleção olímpica ou em qualquer uma”, disse, conforme reportagem publicada pelo portal iG.