Ao contrário de 2002, quando baseou sua Seleção Brasileira pentacampeã mundial em nomes experientes como Ronaldo, Rivaldo, Cafu e Roberto Carlos, o técnico Luiz Felipe Scolari enfrentará o desafio de comandar um grupo em que as principais estrelas são garotos como Neymar e Oscar. Sem temer a expectativa que a disputa de uma Copa do Mundo em casa causará sobre os atletas, o treinador afirmou nesta quinta-feira (29) que a pressão é boa no futebol.
"Se o jogador do Brasil entrar sem pressão nenhuma, esperando que o objetivo seja só jogar a Copa... não acho que seja assim. Tem pressão. O que a gente não pode é fazer com que em determinados momentos o mais jovem se sinta obrigado. Eles (jogadores) têm que saber, ou você acha que não sabem que seria um dos títulos mais importantes que o Brasil já conquistou? Se não tiver pressão para quem joga futebol, é melhor trabalhar no Banco do Brasil, ali na esquina, sentar no escritório e não fazer nada", afirmou, ao seu estilo.
O treinador admitiu fazer um trabalho psicológico para tranquilizar os jogadores da Seleção, mas descartou que a falta de experiência de alguns nomes importantes seja um empecilho na busca pelo hexa em 2014. Para Scolari, a bagagem de disputar campeonatos europeus ou o Brasileiro já é suficiente para não se intimidar em uma Copa do Mundo.
"Acho que a maioria dos jogadores disputa campeonatos muito fortes. Podem não ter jogado uma Copa do Mundo, mas provavelmente muitos dos convocados para a Copa das Confederações (de 2013) jogam em campeonatos europeus, outros em um grande campeonato, o nosso Brasileiro, que é exigente. Dá para mesclar muito bem e acho que vamos estar muito bem servidos", avaliou o novo treinador, segundo reportagem do Terra.