Parece ter virado lei. Sempre que Brasil e Uruguai se enfrentam, alguém lembra da final da Copa do Mundo de 1950, vencida por 2 a 1, de virada, pela Celeste no Maracanã. Um fantasma que chama a atenção não apenas de brasileiros e uruguaios, mas também de jornalistas europeus. Na coletiva de Luiz Felipe Scolari nesta terça-feira (25), véspera da semifinal da Copa das Confederações no Mineirão, um repórter inglês quis saber do técnico como esse trauma poderia afetar a Seleção.
Felipão contou até três e respondeu com bom humor. “Não sei, eu nem era nascido em 1950. Nasci em 1964”, disse o treinador, que, na verdade, nasceu em 1948.
Depois da brincadeira, ele explicou. “Não afeta nosso psicológico. Aconteceu uma derrota. Num jogo de futebol, uma das equipes tem que vencer. Naquela oportunidade, o Uruguai foi melhor. Na Copa América, o Uruguai também foi melhor. Mas não tem nada de psicológico, nada que influencie para quarta-feira”, disse.
Felipão fez questão de ressaltar a força da equipe uruguaia, principalmente do trio ofensivo formado por Edison Cavani, Diego Forlán e Luis Suárez. “Conheço o (técnico Óscar) Tabárez de muitos anos, sei a forma como ele trabalha. Você vê o Cavani, que foi máximo goleador dos últimos dois ou três anos na Itália (pelo Napoli), o Forlán, melhor jogador da Copa do Mundo de 2010, o Suárez, eleito o melhor da Liga da Inglaterra... É um time de muita qualidade, que tem jogado junto desde a Copa de 2010”, disse Felipão, que ainda citou Lugano e Arévalo Rios como destaques da equipe celeste.