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Estádios da Copa ficam 78% mais caros do que o previsto

26 de novembro 2013 - 14h12 Por Redação Douranews
Estádios da Copa ficam 78% mais caros do que o previsto

O valor gasto para a construção dos 12 estádios da Copa do Mundo no Brasil em 2014 é 78% maior que o previsto na Matriz de Responsabilidades assinada em 2010. Em valores absolutos, o orçamento subiu de R$ 5,3 bilhões para R$ 9,6 bilhões, incluindo os estádios privados bancados pelos clubes, mas financiados com dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que já cedeu R$ 871,9 milhões aos clubes. As informações foram atualizadas ontem (25) pelo Ministério do Esporte.

No entanto, essa não é a conta feita pelo Ministério do Esporte, que compara a elevação atual dos gastos com o último balanço das obras, divulgado em dezembro do ano passado, período no qual se verifica uma elevação de quase R$ 900 milhões com estádios. Se for comparado com o previsto em 2010, o orçamento subiu R$ 4,2 bilhões. Também não é incluído na conta do governo o R$ 1,6 bilhão que será pago pelo Estado da Bahia à concessionária responsável pela Fonte Nova, dividido em parcelas anuais de mais de R$ 100 milhões, durante 15 anos.

Se for levado em conta apenas os gastos de governos estaduais e das PPPs (Parcerias Público-Privadas) para a construção dos nove estádios, o aumento no orçamento foi de 68% desde 2010. O valor previsto incialmente para a construção do Mineirão (Belo Horizonte), do Estádio Nacional (Brasília), da Arena Pantanal (Cuiabá), do Castelão (Fortaleza), da Arena Amazônia (Manaus), da Arena Pernambuco (Recife), do Maracanã (Rio) e da Fonte Nova (Salvador) subiu de R$ 4,8 bilhões para R$ 8,1 bilhões.

Fonte Nova

O estádio mais caro é a Fonte Nova. O custo previsto incialmente em R$ 591,7 milhões subiu para R$ 689,4 milhões, somada a já citada contrapartida criticada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) que eleva o total a R$ 2,2 bilhões, 289% acima do previsto. Isso acontece porque a escolha da empresa responsável pela reconstrução da Arena Fonte Nova foi feita com base na contraprestação que seria paga pelo governo do Estado. Ainda assim, o governo baiano comemora a economia de aproximadamente 0,2% (R$ 4,5 milhões) do total da obra porque pagará R$ 107,3 milhões anualmente, menos que os R$ 107,6 milhões previstos no edital. Com informações do Terra