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Movimentos sociais preparam agenda de protestos para a Copa

23 de março 2014 - 16h21 Por Redação Douranews
Movimentos sociais preparam agenda de protestos para a Copa

Cerca de 2.500 pessoas vindas de várias partes do país, representando pelo menos 15 movimentos sociais, sindicatos e entidades estudantis se reuniram neste sábado (22), em São Paulo, para definir uma pauta conjunta e um calendário de manifestações a serem realizadas daqui até o fim da Copa do Mundo no Brasil, que irá acontecer entre os dias 12 de junho e 13 de julho deste ano.

Após protagonizarem uma manifestação que fechou a Radial Leste por 30 minutos,  membros de entidades como a central sindical CSP-Conlutas, a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal, o Comitê Copa Popular e o Movimento Mulheres em Luta acordaram em preparar uma "jornada de mobilizações" durante o Mundial de futebol em todas as grandes cidades do país. A jornada terá início no dia da abertura da Copa, 12 de junho.

Os grupos representados no encontro abarcam quase todos os movimentos organizados que vêm fazendo manifestações relacionadas à Copa desde o início do ano passado. A exceção é o movimento "Não Vai Ter Copa", formado basicamente por entidades estudantis de esquerda, que manterá uma agenda independente de protestos e reivindicações, segundo publica o portal UOL. 

Batizada como "Na Copa Vai Ter Luta", a jornada de mobilizações é acompanhada de um manifesto com as principais reivindicações dos grupos que preparam os atos. "Estamos convivendo com o caos na saúde pública, o descaso com a educação, a precariedade do transporte e nos serviços públicos, nas três esferas, assim como a falta de moradia e de terra para plantar e produzir alimentos. Desde junho do ano passado este tem sido o grito cada vez mais alto dos trabalhadores e da juventude brasileira. Os governos - federal, estaduais e municipais - não atendem as reivindicações dos que lutam. Nunca tem verba para atender as necessidades do povo", diz o manifesto.

Dentro das pautas específicas de reivindicação estão tarifa zero no transporte público, investimento de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) na educação pública e outros 10% no sistema de saúde e desmilitarização da Polícia Militar, conforme a reportagem.