Cinco integrantes do Conselho Executivo da AUF (Associação Uruguaia de Futebol), entre eles o presidente Sebastian Bauzá, renunciaram às atividades nesta segunda-feira (31). O motivo seria uma crise que também envolve o governo do país. Na última quinta-feira (27), o presidente do Uruguai, José Mujica, anunciou a retirada da segurança feita pela polícia nos jogos disputados nos estádios Centenário e Parque Central, de Peñarol e Nacional, respectivamente. Mujica justificou a medida por causa dos recorrentes atos violentos das torcidas. No dia anterior, a torcida do Nacional entrou em violento choque com a polícia, após a partida contra o Newell’s Old Boys, da Argentina, pela Copa Libertadores. Cerca de 40 torcedores foram detidos e 13 agentes ficaram feridos.
Segundo o jornal El Pais, a renúncia de Bauzá pode ter ocorrido devido à pressão de um grupo de empresários ligados ao governo de Mujica. Assim, a Fifa quer investigar a possível interferência política na decisão e pode suspender a Associação Uruguaia de Futebol caso a suspeita seja confirmada, e até excluir o Uruguai da Copa do Mundo.
Na carta de renúncia do Conselho Executivo, o texto diz: “Os fatos de conhecimento público ocorrido nos últimos dias demonstram a necessidade de dar um passo atrás e permitir que outras visões políticas garantam governabilidade ao futebol”. Segundo o jornal El Pais, a decisão já havia sido tomada no final de semana.