A ocorrência de surtos de dengue em Cuiabá não está entre os principais fatores de risco durante a Copa do Mundo, avalia a Secretaria estadual de Saúde de Mato Grosso. “No estado como um todo, houve uma redução bem significativa dos casos de dengue em relação ao ano passado”, disse à Agência Brasil o superintendente de Vigilância em Saúde, Juliano Silva.
Ele destacou ainda que o período de realização da Copa (12 de junho a 13 de julho) é tradicionalmente seco em Cuiabá. “Isso dificulta surtos de dengue”, destacou.
Dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), do Ministério da Saúde, revelam que, de 1º janeiro a 15 de maio deste ano, Mato Grosso registrou 6.270 casos notificados de dengue, com seis mortes. Desses, 647 foram em Cuiabá. No mesmo período de 2013, o estado registrou 36.270 casos, segundo o Sistema.
A maior preocupação da Secretaria se refere a doenças agudas, principalmente, diarreias por mudança de hábito alimentar. “Isso sempre tem. E quando há muita aglomeração de pessoas, a chance é um pouco maior”, admitiu o superintendente.
Outra preocupação diz respeito a casos de sarampo e de cólera em países onde há registros dessas doenças e de onde virão visitantes para o estado. Há ainda risco de acidentes com animais peçonhentos, em especial cobras, nas áreas próximas da capital, entre elas, as regiões da Chapada e do Pantanal, que atraem um número crescente de turistas.
Em Cuiabá, três hospitais privados (São Mateus, Santa Rosa e Jardim Cuiabá) concentrarão o atendimento a turistas durante a Copa do Mundo. “Dentro do estádio [Arena Pantanal], a Fifa está organizando o sistema de saúde completo, o mais resolutivo possível. De lá, a pessoa vai sair para as referências pactuadas privadas”, destacou o coordenador da Câmara Temática da Saúde da Secretaria da Copa (a Secopa) de Cuiabá, Fábio Liberali Weissheimer.
Referência no SUS (Sistema Único de Saúde), o Hospital Metropolitano de Várzea Grande também concentrará os atendimentos durante o Mundial. “Esse hospital terá o perfil modificado. Hoje, ele não atende urgência. Só atende [pacientes] eletivos. Mas na época do evento, vai atender”, disse Weissheimer.