O chefe de arbitragem da Fifa se pronunciou nesta sexta-feira (13) sobre o pênalti do jogo de quinta-feira (12) entre Brasil e Croácia que marcou a abertura da Copa do Mundo. E ele disse que não é possível falar em erro. Na conversa diária que a Fifa tem com a imprensa, o assunto desta sexta foi a arbitragem e o pênalti marcado em Fred.
O lance polêmico não surpreendeu o chefe da arbitragem. Massimo Busacca disse que esse tipo de falta foi tema de um encontro realizado em fevereiro pela Fifa e com integrantes das 32 seleções do mundial. Uma das orientações foi para que os jogadores evitassem segurar os adversários.
Na interpretação da Fifa, foi exatamente o que aconteceu com Fred. “Infelizmente o juiz não é o defensor ou o atacante para saber qual é a intensidade”, disse o suíço Massimo Busacca, que tocou exatamente no ponto de discussão.
Na quinta, no Jornal Nacional, o comentarista de arbitragem Arnaldo Cezar Coelho explicou que o zagueiro pode tocar o atacante dentro da área, desde que não puxe nem empurre o adversário. Mas, então, como o árbitro pode medir a intensidade da força usada nesse toque?
“O árbitro se baseia no movimento do braço para interpretar se houve falta ou não. Na quinta, o Nishimura classificou como falta o fato do jogador ter encostado e empurrado. Eu classifiquei como um toque que não justificava aquela queda do Fred”, disse Arnaldo Cezar Coelho, comentarista de arbitragem.
O lance ganhou destaque na imprensa estrangeira. O espanhol El País estampou: "Neymar acaba o trabalho de Nishimura". Na Argentina o Olé cravou "Arrancou roubando". Na Itália, a Gazzetta Delo Sport chamou o pênalti de presente.
Para o chefe do departamento de arbitragem da Fifa, ainda não se pode falar em erro do árbitro japonês e muito menos em punição. “Foi uma decisão, tomada de forma honesta, sobre o que ele viu e para o que se preparou. A gente não pode falar em punição”, afirmou o suíço. A reportagem é do Jornal Nacional