A Alemanha é a segunda favorita para vencer a Copa do Mundo, atrás apenas do Brasil, em muitas casas de apostas, e conta com um elenco recheado de craques em quase todas as posições. Quase porque na fase de grupos, apesar de três ótimas exibições no Grupo G, o time deixou evidente seu ponto fraco. Enquanto o goleiro Neuer pode ser considerado o melhor do mundo, os zagueiros são experientes e técnicos, o meio-campo é altamente criativo e o ataque é fluido e veloz, a lateral esquerda é ocupada por um zagueiro – destro.
Benedikt Höwedes tem 26 anos, é o capitão do Schalke 04 e um dos melhores zagueiros da Alemanha há pelo menos duas temporadas. Na seleção, porém, ele só conseguiu espaço na lateral esquerda, graças à repentina seca de nomes confiáveis para a posição. Os dois jogadores mais usados nas eliminatórias, Marcel Schmelzer (Borussia Dortmund) e Marcell Jansen (Hamburgo), não convenceram o técnico Joachim Löw e sequer foram chamados para a Copa. O reserva da seleção é também o reserva do Dortmund, o garoto Erik Durm.
O resultado é que Höwedes precisou se adaptar imediatamente a uma função que jogou pouquíssimas vezes ao longo da carreira – e pelo que foi visto na primeira fase, o ajuste ainda não foi pleno. Ele teve poucos problemas contra Portugal na estreia, mas as principais chances de Gana no empate por 2 a 2 na segunda rodada saíram por seu setor. Contra os Estados Unidos, as investidas rápidas do lateral Johnson também deram trabalho, e o alemão saiu com um cartão amarelo do duelo.
Dois fatores são motivo extra de preocupação para o jogo das oitavas de final contra a Argélia, às 16 horas (de MS) desta segunda-feira (30), em Porto Alegre: o principal jogador do time africano, o meia Feghouli, atua justamente no setor de Höwedes; e o jogador que atua pela esquerda do ataque, que deve ser Mario Götze, não mostra muito interesse em voltar para proteger seu lateral.