Mesmo com a má estreia e a derrota para o Chile, quinta-feira (9) passada, nada põe em dúvida que o Brasil pode jogar bem (ou pelo menos melhor) e vencer a Venezuela na partida desta terça-feira (13) na Arena Castelão, em Fortaleza.
Quem sabe pode até jogar como jogou na semana passada e, mesmo assim, vencer? Também pode. A verdade é que o Brasil jogou mal mesmo na derrota de 2 a 0 para o Chile. Jogou como jogou na Copa América, em que teve participação sem nenhum brilho.
Como sempre, ou quase sempre, técnicos brasileiros têm desculpas na ponta da língua para explicar derrotas, ou então têm reclamações contra a arbitragem. Não raro, têm umas e outras.
Dunga disse que a seleção brasileira fez um jogo equilibrado, um jogo igual, até o primeiro gol do Chile. Tem razão. A seleção brasileira fez um jogo igual... e ruim. Bem ruim. Equilibrado, até o Chile engrenar na partida, após mudanças feitas por Jorge Sampaoli, começando logo no primeiro tempo.
Depois que o Chile começou a jogar futebol, o Brasil não fez jogo igual, nem equilibrado. E mostrou como é, ainda, um time sem arrumação e sem inspiração no campo. Sua posse de bola é ilusória, com toques para os lados ou para trás, quando o adversário está defendendo em seu campo, e assim esperando a chegada do outro time. Sem esquecer a quantidade de bolas atrasadas para Jefferson, no primeiro tempo. Mal atrasadas, por sinal.
Na frente, não tivemos mais do que três, quatro homens, com o meio de campo se comportando burocraticamente, sobretudo os volantes, incluindo Elias — que é mal aproveitado, pelo menos até agora, na seleção de Dunga. Elias deixa de fazer exatamente aquilo que o distingue da nossa enxurrada de volantes, que é ir à frente, ameaçar a defesa adversária, chutar a gol. Como faz no Corinthians. Com informações do jornal O Globo