A terceira dupla de zaga diferente em quatro jogos do Brasil nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018 conseguiu, enfim, passar 90 minutos sem ser vazada. Titular pela segunda vez, Gil atuou ao lado do intocável Miranda, e ambos saíram de campo sob elogios do professor Dunga, apesar dos holofotes voltados para Willian, Douglas Costa e Renato Augusto.
Terem vencido a particular batalha com Paolo Guerrero, centroavante peruano do Flamengo, foi um dos fatores apontados pelo treinador para enaltecer a atuação de seus defensores. Logo no início da partida, o adversário encontrou uma brecha no setor e ficou cara a cara com Alisson, mas o goleiro salvou a pele de seus companheiros. Daí para frente, o peruano só deu trabalho mesmo nas tradicionais trombadas.
“Todo jogo é complicado, quem faz a partida ficar fácil são os jogadores, com grandes atuações. Felizmente, foi o que aconteceu. Mantivemos a cabeça tranquila e no lugar. Sabemos que essas eliminatórias são difíceis, os resultados em casa são muito importantes”, disse Miranda.
Até então, nas eliminatórias, o Brasil havia sofrido gols em todos os jogos: Chile (0x2), Venezuela (3x1) e Argentina (1x1). Dunga creditou méritos aos zagueiros e à compactação do resto do time, e deixou uma lacuna aberta para o que fará na próxima rodada do torneio.
A próxima convocação será apenas em março, para os jogos contra Uruguai (dia 24) e Paraguai (29). Até lá, Dunga poderá resolver a questão de Thiago Silva, que desde a Copa América não voltou a ser convocado, e terá de volta David Luiz, que cumpriu suspensão diante do Chile, e Marquinhos, cortado por lesão. Sem falar nas possibilidades de novas contusões e transferências, de acordo com o portal Globoesporte.