O projeto Na Ponta da Língua, desenvolvido pelo Sesi para esclarecer dúvidas sobre as alterações implementadas pelo novo acordo ortográfico da língua portuguesa por meio de apresentações teatrais e distribuição de cartilhas, já foi visto por 24.562 estudantes das cidades de Campo Grande, Terenos, Maracaju, Rio Brilhante, Caarapó, Ivinhema, Aquidauana, Miranda, Corumbá, Ladário, Jardim, Porto Murtinho, Bonito, Nioaque, Sidrolândia, Bandeirantes, São Gabriel do Oeste, Sonora, Coxim, Rio Verde, Costa Rica e Chapadão do Sul.
Além disso, ao longo desta semana, o projeto está percorrendo as cidades de Paranaíba e Inocência, faltando chegar às cidades de Brasilândia, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Amambai, Iguatemi, Mundo Novo, Eldorado, Naviraí, Dourados, Nova Andradina, Anaurilândia, Bataguassu, Santa Rita do Pardo, Três Lagoas, Água Clara e Ribas do Rio Pardo até o fim deste ano, totalizando 40 municípios e 40 mil estudantes. Ao todo serão contempladas 165 instituições de ensino públicas e privadas, sendo que até o momento foram 110 apresentações, contemplando 44 escolas.
Segundo o presidente da Fiems, Sérgio Longen, trata-se de uma iniciativa ousada do Sistema Indústria, por meio do Sesi, de contribuir para esclarecer as dúvidas que sugiram com as novas regras da reforma ortográfica brasileira. “A revisão ortográfica foi concluída e precisamos levar a informação para as pessoas, principalmente aos nossos jovens”, observou.
A produtora do Na Ponta da Língua no Estado, Sônia Marques, reforçou que a receptividade dos alunos em todas as 22 cidades já visitadas é excelente. “É interessante verificar que, antes do início da apresentação, eles estão agitados e, quando começa a peça, todos ficam atentos”, destacou. Além das apresentações artísticas do grupo XPTO, de São Paulo (SP), o projeto também vai distribuir 300 mil cartilhas e exibir 10 filmetes nas emissoras de TV do Estado com informações que explicam e exemplificam o jeito certo de usar tremas, acentos e hífens.
O diretor da peça, Osvaldo Gabrieli, explica que ela possui cinco personagens, entre eles o casal de bonecos “João” e “Maria”, além do “Senhor A”, que conta boa parte de toda a história embalada por canções animadas e fáceis de gravar. “A peça é uma forma lúdica e simples que encontramos para explicar as regras de ortografia a crianças, pré-adolescentes e adolescentes, pois a sala de aula traz o lado mais formal dentro de uma cartilha já estabelecida, enquanto o teatro é mais libertador, envolvendo o estudante no estado afetivo. A magia do teatro é fácil de ser notada quando um espectador se sente preso pela história e consegue disseminar aquele aprendizado”, analisou.