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Longen abre Fito e destaca ações da Fiems na área da cultura

03 de dezembro 2011 - 11h43 Por Redação Douranews, com Assessoria
Longen abre Fito e destaca ações da Fiems na área da cultura
O evento reúne companhias teatrais de sete países e prossegue até domingo (04/12) no Albano Franco

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, abriu, na tarde desta sexta-feira (02/12), no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, em Campo Grande, a edição 2011 do Fito (Festival Internacional de Objetos) em Mato Grosso do Sul e destacou as ações desenvolvidas pelo Sistema Fiems, por meio do Sesi, voltadas às áreas de cultura e esporte. Ele mencionou as iniciativas, como o Cine Sesi Cultural, Na Ponta da Língua e a Meia-Maratona Internacional do Pantanal Volta das Nações.

“Estamos chegando ao fim de 2011 cumprindo o nosso compromisso  com a questão social e a cultural. Neste ano, levamos cinema de graça para mais de 15 municípios e o Na Ponta da Língua para 39 cidades. Sem contar as 30 bibliotecas da Indústria do Conhecimento em 26 municípios do Estado. Na área do esporte realizamos a Meia-Maratona Internacional do Pantanal Volta das Nações, reunindo 15 mil atletas”, declarou.

Ele pontuou ainda a resposta da população às iniciativas. “Ao realizar um evento como o Fito verificamos o quanto as pessoas saem modificadas. O quanto é possível mudar o olhar que temos sobre os objetos que são comuns no dia-a-dia”, disse. A superintendente do Sesi, Maura Gabínio, acrescentou que a mudança de olhar ocorre justamente por conta da linguagem utilizada. “É a linguagem da emoção, que todos conseguem captar. Por meio de ações assim, o Sesi cumpre sua função social de levar cultura, entretenimento e resgatar o brincar, o olhar a vida com outros olhos”, disse.

Também participaram da abertura do Fito os diretores da Fiems, João Batista Camargo Filho, Antônio Breschigliari Filho e Julião Gaúna; o presidente da Ammems, João Ramos Martins; a conselheira do Sesi, Olga Matinez Torres; o superintendentes do Sebrae/MS, Cláudio Mendonça; o gerente de cultura do Sesc de MS, Francisco Araújo, representante do presidente da Fecomércio, Edison Araújo; a gerente de fusão cultural e Soraia Ferreira, que representou o diretor-presidente da Fundação de Cultura, Américo Calheiros; entre outras autoridades.

Público

Para compreender as mensagens não é preciso falar diferentes idiomas. Embora o Fito reúna companhias de seis países, além do Brasil, a orientação para entender as mensagens é sentir. A aluna do curso de Assistente Administrativo da FatecSenai Campo Grande, Jennifer Gomes, 17 anos, assistiu a apresentação de abertura do evento, o espetáculo “A volta ao mundo em oitenta dias”, com a companhia argentina Fernán Cardama. O idioma não foi problema para entender o enredo da história. “Apesar de ser outro idioma é interessante ver como a gente consegue acompanhar a história. Gostei muito e pretendo voltar aqui no fim de semana”, disse.

E se é preciso apenas sentir para compreender a mensagem, o público conseguiu enxergar suavidade e leveza em um retroescavadeira, máquina utilizada na construção civil. Ela integrou a dança do francês Philippe Paessne, que se deixa levar pela imaginação para conseguir compor passos delicados tendo como para essa grande máquina. “Eu me espelho em Dominique, um artista francês. Para ele o ser-humano e a máquina não têm limite”, declarou.

A performance de Paessne agradou quem prestigiou a primeira apresentação. “Isso é o que eu chamo de dança contemporânea. Estou maravilhada ao ver que ele conseguiu incluir a máquina na suavidade da dança, em nenhum momento vi a máquina como algo grosseiro”, contou a enfermeira Viviane Cruz, 33 anos.

Essa mudança de olhar proporcionou o resgate de lembranças da infância. “Me recordo que um dia a colher na pia cheia de água e min há irmã disse, que ela (a colher) iria morrer afogada. Essa é a visão da infância, que nós temos a oportunidade de vivenciar agora. Nunca tinha visto algo tão tocante quanto a apresentação dessa dança com retroescavadeira”, disse a desenhista Deise Campos, 39 anos, que mora em São Paulo e está a passeio em Campo Grande.

Fito

Neste ano, o Fito deve reunir, entre os três dias de evento, 15 mil pessoas com as apresentações das companhias do Brasil, Bélgica, Argentina, Espanha, França, Holanda e Itália, sempre das 16 às 22 horas,, no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco. Ainda na edição deste ano em Campo Grande, o Fito tem a estréia da performance cenográfica feita por atores e uma cantora lírica em meio a um deserto de areia e relógios pendurados e enterrados nas montanhas de areia montadas no meio do Albano Franco.

Além disso, o evento trará personalidades como o cantor Otto, que conduzirá neste sábado (03/12) o show “Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos”, eleito o melhor show do ano pela Revista Trip e que mostrará ao público uma apresentação diferente que incorpora intervenção percussiva de objetos, como tonéis de tinta e portas de geladeira.

O Festival também contará com a presença do percursionista Naná Vasconcelos, com o espetáculo Pinipan (contração das palavras penicos e panelas), que terá três apresentações com o grupo teatral XPTO, de São Paulo (SP), sendo que a primeira foi nesta sexta-feira (02/12), às 17h40 de sexta-feira (02/12), a segunda será às 16 horas de sábado (03/12) e a última às 16 horas de domingo (04/12).

A modalidade cênica “teatro de objetos” nasceu na Europa dos anos 70 e, nela, objetos viram de maneira lúdica e inteligente personagens de suas histórias. Um saca-rolha gigante se transforma em uma graciosa bailarina, leques imitam o traquejo de pavões, chaleiras e xícaras valsam, uma torneira vira fielmente a representação de um velhinho chorando. Em sua jornada pelo Brasil, o Fito já foi visto por mais de 150 mil pessoas de sete cidades diferentes: Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Manaus (AM) e Recife (PE).

Serviço – O Fito será realizado nos dias 2, 3 e 4 de dezembro, no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, sempre a p