Segundo o professor Maurício Lemes, idealizador do projeto, a ideia é fazer um festival com múltiplas instalações e aproveitando a infra-estrutura já existente na praça. “O projeto propõe um verdadeiro show de imagem e luz, com apresentações operísticas de musica popular, dança, artes plásticas e performances aliada a efeitos visuais de vanguarda. Sabemos que é viável e de baixíssimo custo fazer este festival”, ressalta.
Maurício Lemes diz que está buscando apoios em todos os segmentos da sociedade para o projeto Arte no Centro. “Os empresários receberam muito bem a ideia, a classe artística melhor ainda e, na internet, os vídeos apresentando o projeto tiveram uma grande audiência, aceitação e apoio”, afirmou.
A primeira edição do Arte no Centro está prevista para janeiro ou fevereiro do próximo ano, em parceria com a administração municipal. “O prefeito Murilo Zauith demonstrou interesse logo no primeiro momento e, tenho certeza que a Prefeitura, através da futura Secretaria municipal de Cultura, será nossa principal parceira neste projeto”, enfatizou Maurício.
Cultura para todos
Maurício Lemes relata ainda que mantém contato com muita gente da cidade e outras que visitam Dourados, e o maior questionamento é porque um Município, considerado como a segunda maior cidade do Mato Grosso do Sul, ainda não tem um festival de cultura e artes significativo, já que maioria das cidades acima de 100 mil habitantes no centro-sul do Brasil está inserida há muitos anos no calendário turístico cultural brasileiro.
Ele considera ainda que, mesmo após altos investimentos para a reforma de pontos culturais no Município, algumas instalações nunca foram utilizadas ou ficaram sem nenhum uso. “Imagina você comprar uma casa pra morar, gastar mais de 2 milhões de reais, com piscina, sauna, quadra, e não usar essas coisas pra nada. É lamentável, mas é exatamente isso o que aconteceu com a praça Antônio João”, comentou.
Ele reforça que o projeto Arte no Centro continua ganhando força popular e com apoio da sociedade douradense estes locais terão uso frequente para apresentações culturais. “É fácil constatar uma lacuna cultural em nossa cidade, é só observar as instalações já disponíveis. Alguma delas tem pouco ou quase nenhum uso, é o caso do Teatro Municipal que quando raramente tem um bom show, ou até mesmo a Praça António João, que até pouco tempo existia ausência de eventos nestes locais”, finaliza Mauricio Lemes.
O projeto é apresentado em detalhes no YouTube ou ainda pelo facebook.