O Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Subsecretaria da Mulher e da Promoção da Cidadania, realiza na Capital, hoje (24) e amanhã (25), o seminário comemorativo do Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado em 21 de março em referência ao Massacre de Shaperville. O Dia de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas).
O evento é uma realização da Coordenadoria Especial de Políticas para a Promoção da Igualdade Racial vinculada à Subsecretaria da Mulher e da Promoção da Cidadania. O objetivo é reunir cerca de 100 participantes, dentre eles, população negra, comunidades remanescentes quilombolas e representantes do Movimento Negro de Mato Grosso do Sul. Serão realizados cursos, oficinas, informações e capacitações acerca das políticas públicas de promoção da igualdade racial.
A subsecretária Carla Stephanini considera muito importante a realização da atividade em prol do combate à discriminação racial, destacando o papel da coordenadora do evento, Raimunda Luzia de Brito. “Ela é uma figura emblemática nesta causa. Uma figura histórica dentro do movimento negro de Mato Grosso do Sul. Sabemos que ela tem o respeito dentro do nosso País, quando se discute a igualdade racial”.
21 de Março
A subsecretária da Mulher lembra que a data é significativa porque se torna um momento de reflexão para toda a sociedade. “Datas como esta, contribuem para que sejam promovidos seminários, debates, ações, além de atividades culturais e de reflexão sobre o tema. Por exemplo, a realização desse seminário, neste final de semana, em Campo Grande, abrangerá todo o Estado de Mato Grosso do Sul. Várias comunidades quilombolas estarão presentes. Essas datas são importantes porque chamam para reflexão toda a sociedade”.
O Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial refere-se ao Massacre de Shaperville em 21 de março de 1960, em Johanesburgo, na África do Sul, onde 20 mil pessoas faziam um protesto contra a Lei do Passe, que obrigava a população negra a portar um cartão que continha os locais onde era permitida sua circulação. Porém, mesmo tratando-se de uma manifestação pacífica, a polícia do regime de apartheid abriu fogo sobre a multidão desarmada resultando em 69 mortos e 186 feridos.
O dia 21 de março marca ainda outras conquistas da população negra no mundo: a independência da Etiópia, em 1975, e da Namíbia, em 1990, ambos países africanos.