Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
15°C
Cultura

“Prosa Douradense” propõe jeito diferente de contar história da cidade

28 de março 2012 - 14h35 Por Redação Douranews
“Prosa Douradense” propõe jeito diferente de contar história da cidade

A partir de agora, professores, educadores, poetas, jornalistas, turismológos, atores e até mesmo o cidadão comum passarão a contar com um importante instrumento para poder contar de uma forma diferente, divertida, lúdica e poética a história do município de Dourados desde a sua formação até os dias atuais.

A novidade será lançada hoje (28), às 20 horas, no Bazar de Poesia, na rua Mato Grosso, 2070, no centro da cidade, com o coquetel de lançamento do projeto cultural que resultou no livro “Uma Prosa Douradense”, do poeta e historiador Carlos Magno Mieres Amarilha, financiado pelo FIP (Fundo de Investimento à Produção Artística e Cultural) de Dourados.

O sarau literário contará com música ao vivo de violão e harpa, poesia, artesanato sul-mato-grossense e artes plásticas. O artista plástico Ariovaldo Ortiz brindará o público com uma pintura em tela ao vivo.

Para Amarilha, “Uma Prosa Douradense” é uma conversa, um relembrar sobre a cidade de Dourados. “Ícones de lembranças do passado que são descongelados da memória para o tempo presente” o projeto, segundo ele, tem como meta proporcionar debates sobre o conhecer, o desconhecer e o reconhecer do que é “ser douradense”.

“A prosa lembra os tempos de corridas de cavalos do qual era a diversão exclusiva dos homens, do namoro, do baile, do casamento, dos castigos das escolas de antigamente, os costumes dos fazendeiros e agregados, da Coluna Prestes, do aeroporto da Cabeceira Alegre, das viagens das carretas que traziam as mercadorias pelos mascates de Concepcion, Vila Rica e Ponta Porã”, lembra Amarilha.

A formação da cidade, a CAND (Colônia Agrícola Nacional de Dourados), a chegada de nordestinos de trem em Itahum e depois de “jardineira” até a cidade e ficar em uma pensão, do carroceiro que vendia pão, bucho e leite, são aspectos retratados no livro. Carlos Magno Amarilha afirma que o “ser douradense” é uma mistura de culturas, por isso é híbrida, que negocia com outras culturas. “Há influência da cultura do paraguaio, indígena, nordestino, gaúcho, mineiro, paulista, paranaense, catarinense, japonês, português, árabes, mato-grossense, sul-mato-grossense e muitos outros brasileiros”, conta.

“Podemos perceber que há indícios de que os moradores da cidade de Dourados sempre souberam lidar com “o diferente”, nesse sentido somos plurais, oriundos de múltiplas culturas, que vão formando um rosto, uma cara, um ser douradense múltiplo, mas nada de definido, o ser douradense está sempre em construção”, conclui Amarilha.