O vereador Elias Ishy (PT) destacou na Câmara Municipal a exclusão dos artistas locais no pagamento de cachês do Programa “Palco da Cultura”. Desenvolvido pela administração municipal, o projeto prevê remuneração apenas às atrações artísticas de outras cidades e estados. Isso motivou o parlamentar a apresentar uma moção de apoio à classe artística douradense.
“A iniciativa da administração municipal em desenvolver um projeto cultural capaz de oferecer música e cultura de boa qualidade, através de artista de renome nacional, é sem dúvida muito importante. No entanto, em se tratando da valorização dos artistas locais, o projeto não tem atendido à expectativa, pois, apesar de terem a oportunidade de mostrar seu talento nestes dias de evento, não receberão nenhum cachê pela sua participação”, enfatiza Ishy.
O posicionamento do vereador é motivado pelas queixas da classe artística local. Segundo o músico Fernando Dagata, faltou mais carinho e seriedade com os artistas locais. “Nos sentimos desvalorizados e queremos ser tratados de igual para igual, já que aqui existem artistas que tocam música de qualidade”, destaca.
Também o advogado e músico Rafael Zamorano apontou falhas do ‘Palco da Cultura’. “A iniciativa do projeto é louvável e merece todo o apoio da população douradense, porém, é flagrante que, para ser bem conduzido, ainda precisa de vários ajustes em sua concepção, sendo imprescindível, neste ponto, a colaboração dos trabalhadores da cena cultural douradense”, ponderou em artigo publicado pela imprensa local.
Outro artista que se pronunciou através de artigo foi Leandro Ribeiro. “Não ficou claro o critério utilizado para definir o porquê de artistas ‘de fora’ receberem por seu trabalho e os artistas locais, cidadãos douradenses, que pagam seus impostos, prestigiam e fomentam os raros eventos culturais ficarem de mãos abanando com a desculpa de que ‘terão espaço para divulgar seu trabalho’”, opina.
Para Ishy, é imprescindível a participação dos artistas locais no programa, em condições de igualdade com os artistas de fora, já que todos merecem remuneração pelo seu trabalho. “Ter à sua disposição por conta do projeto uma boa estrutura de palco e ampla divulgação dos espetáculos são fatores que obrigatoriamente devem ser cumpridos e não justifica o não pagamento de cachês, até mesmo porque existem verbas destinadas especificamente para este fim”, afirma. (Com assessoria)