O escritor e crítico de arte australiano Robert Hughes, autor de obras como "O choque do novo", morreu ontem (6), em Nova York, após uma prolongada doença, segundo informa a editora Alfred Knopf. Ele tinha 74 anos.
Hughes, conhecido por suas tiradas ácidas e por sua crítica à arte moderna, começou a carreira como cartunista e mais tarde como crítico de arte em Sydney. Depois, se transferiu para a Europa, e na década de 1970 se radicou definitivamente em Nova York, onde atuou como crítico de arte da revista Time.
Também trabalhou na televisão, produzindo em 1980 uma série para a BBC sobre o desenvolvimento da arte moderna, chamada "O choque do novo", e um livro homônimo que chamou a atenção por sua inteligência e suas sacadas.
Também realizou documentários de TV sobre o pintor Francisco Goya, e uma série televisiva norte-americana de 1997 chamada "Visões da América", sobre a história da arte nos EUA desde a Revolução Americana.
Mas a obra que o tornou provavelmente mais famoso foi "The fatal shore" ("A costa fatal", em tradução livre), de 1987, um estudo sobre os primórdios da colonização australiana e suas origens como colônia penal da Grã-Bretanha, e que se tornou um best-seller internacional. "The fatal shore" foi eleito em 2011 pela Time como um dos cem principais livros de não-ficção escritos em inglês desde 1923.