“A Banda Lira Som Dourado chega para inovar, sem perder as raízes, mas com liberdade para passear dos dobrados ao jazz, buscando surpreender pela qualidade de suas apresentações”. A afirmação é do maestro Sandro Nunes ao falar da fusão das bandas Lira Douradense e Nace Som Dourado. A ideia é oxigenar o repertório, permitindo que os músicos sintam-se à vontade para interpretar as composições sem se prender ao tradicionalismo, justifica.
De acordo com o secretário de Cultura Carlos Fábio Selhorst dos Santos, “será muito positivo este novo perfil da banda. Com a fusão estaremos agregando as qualidades dos músicos das antigas bandas e dando um novo perfil para o grupo que se forma”.
Dentre as novidades está a inclusão de clássicos do jazz e da MPB no repertório, fato que dará mais oportunidades para que os músicos demonstrem suas habilidades. Uma das intenções, para o futuro, é preparar a banda para se transformar, em ocasiões especiais, numa “Big Band”, pronta para tocar ao estilo das grandes orquestras do século passado, como as de Paul Mauriat, Ray Conniff, Glenn Miller, ou a Orquestra Tabajara, de Severino Araújo.
Aulas
As aulas para formação de novos músicos continuarão a ser oferecidas gratuitamente na Banda Lira Som Dourado. Além disso, um novo projeto levará o ensino até às unidades do Cras (Centro de Referência de Assistência Social).
O primeiro a receber as aulas foi o Cras do Jardim Água Boa, ao lado do CSU, onde as inscrições estão abertas. Podem participar crianças a partir de 10 anos de idade, jovens, adultos e idosos. Nos próximos dias o Cras da Reserva Indígena vai receber o curso. Outros centros de referência também receberão as aulas, sob a coordenação do maestro Augusto César.