O vereador Mauricio Lemes (PSB), representante da Câmara de Dourados na comissão formada para discutir o destino do Museu Histórico de Dourados, está buscando envolver o máximo de entidades e pessoas ligadas à cultura e à preservação histórica do Município nesse debate. Estudantes e professores da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), especialistas no assunto e parcela da sociedade tem participado de reuniões nesse sentido.
“O destino do Museu Histórico de Dourados não pode ser tratado como uma bandeira de protesto ou manifesto aleatório, pela importância histórica que esse espaço tem para a formação da nossa própria identidade. Por isso, senti o empenho do pessoal do Cahisd (Centro Acadêmico de História) e da coordenadoria do DCE (Diretório Central dos Estudantes) da UFGD nesse debate e estamos empenhados em encontrar a melhor alternativa.
Formado na turma de 2008 de História, na UFGD, Mauricio trabalha como interlocutor político desse debate e ao mesmo tempo, como historiador e agente público cultural, tem se reunido com os acadêmicos Nathalia Veron, Matheus Heindrickson e Fábio Gomes e já envolveu nessa discussão, também, o museólogo Caciano Lima, da Fundação de Cultura do Estado, chamado a prestar assessoria técnica e orientações quando ao pedido de tombamento do prédio onde funciona o Museu, atualmente, na rua João Rosa Góes, esquina com a avenida Joaquim Teixeira Alves.
“A questão não se resume, também, a um novo espaço, mas, essencialmente, discutir os aspectos históricos desse espaço. O prédio atual, que já serviu de sede para a Prefeitura de Dourados, por muitos anos, possui elementos históricos que devem ser considerados. Nesse âmbito, temos ainda as ruínas da Usina Velha, há muito tempo aguardando por uma ação de revitalização e poderia abrigar lá a história construída pelos pioneiros e os documentos hoje guardados no museu”, raciocina Mauricio.
Os estudantes analisam que o problema enfrentado atualmente pelo museu está assentado em três eixos. “O fato de não ter uma sede própria, a dificuldade das administrações dialogarem com os movimentos sociais e do prédio ser histórico, porque lá [no prédio atual] foi instalada a primeira administração da CAND (Colônia Agrícola Nacional de Dourados), por exemplo”, disse Fábio Gomes.
Matheus Heindrickson também lembra que, tanto o DCE, quanto o Cahisd, não têm intenção de ser apenas uma oposição com interesses políticos. “Nós sabemos que o problema do museu não é reflexo apenas da gestão atual, no sentido de que há muitos anos ele vem sendo tratado com displicência por parte dos administradores. Nós queremos ajudar e somar forças para achar a melhor solução”, enfatizou.
Neste contexto, Mauricio Lemes, reforça que o diálogo agora está aberto. “Já nos reunimos e buscamos o apoio desses estudantes e da sociedade, não queremos que o Museu continue sem uma reconstrução da sua verdadeira função, o museu é vivo, não é apenas um lugar onde se guardam coisas antigas”, elucidou o parlamentar. As conversações prosseguem e um novo encontro está agendado para a semana que vem afim de tentar uma saída para a preservação do espaço cultural.