No dia da poesia, celebrado nesta sexta-feira (14), a professora da Unigran, Andréia de Oliveira Alencar Iguma, mestre em Letras, diz que, assim como a literatura, a poesia oscila com o tempo e com a sociedade em que está inserida. “As pessoas dizem que com o uso das novas tecnologias, acabam deixando-a [a poesia] de lado, mas o que não percebem é que ela está presente na nossa vida, os jovens na sociedade hodierna [atual/moderno] utilizam as mídias sociais, postam as suas próprias poesias, as suas próprias reflexões”, comenta.
Como especialista, a professora Andréia garante que a poesia é intimista, sendo o fruto dessas reflexões. Para ela, poesia é tudo aquilo que o indivíduo não consegue passar em seu dia a dia e materializa por meio da escrita, uma forma de libertação, o que hoje caracteriza a poesia contemporânea.
A acadêmica Renata Boeira é uma poetisa presente entre os membros do universo acadêmico na Unigran. Ela vai ao encontro do que diz a professora Andréia, afirmando que começou a fazer poesia porque tem “dificuldade imensa” em dizer as coisas com plenitude e “quando faço poesia é como se eu conseguisse entregar meu coração”. Mas, hoje, acrescenta, faz poesia porque acredita na potência das palavras. “Ainda não senti nada mais interessante do que tocar alguém, melhorar o dia de alguém, fazer as pessoas sentirem algo, provocar, cativar, é magico”, observa a aluna.
A poetisa mantém blog e uma página no Facebook para divulgar seu trabalho (facebook.com/reboeiraeoutrospoemas). De acordo com ela, através das mídias sociais é possível disseminar o trabalho. “Fui literata de gaveta por muito tempo, hoje divulgo, porque acredito que essa é a real função da arte: ser compartilhada”, menciona. Renata ainda complementa: “as pessoas acham que não gostam de poesia, por terem uma ideia retrógada da coisa, lembram da poesia dos livros de escola, que eram obrigadas a ler. E através das mídias sociais elas desconstroem isso, descobrem que poesia é algo prazeroso e livre", conclui.