A UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) abre neste sábado (10) a segunda edição da MAD (Mostra Audiovisual de Dourados), evento que pretende movimentar o cenário cultural da cidade durante os nove dias de programação. Já neste final de semana, o Teatro Municipal recebe atrações valiosas para quem está ingressando no universo do cinema ou pretende saber mais sobre ele.
O objetivo central da UFGD em realizar a MAD é valorizar o debate, a produção e a divulgação cinematográfica em Mato Grosso do Sul, principalmente na região da Grande Dourados, como justificam os organizadores. Lançado em 2013, o evento teve sucesso de público espectador, além de 29 filmes inscritos na mostra competitiva de curtas, comprovando que o Estado possui talentos na produção audiovisual.
Este ano, a Mostra acontece até o dia 18, com uma programação especial, repleta de convidados e produções de renome, contando, ainda, com a exibição dos curtas da Mostra Competitiva, oficinas, palestras e shows musicais.
A primeira atração, neste sábado, será a exibição do filme “Central do Brasil”, de 1998, às 13 horas, no Teatro Municipal, seguida pela apresentação de um vídeo, onde o ator Vinicius de Oliveira, protagonista da produção, fala dezesseis anos depois sobre a experiência que teve ao participar de um dos maiores sucessos do cinema nacional. Inicialmente, havia a expectativa da presença física do ator para esse debate.
Palestra
O jornalista Rodrigo Carreiro, professor do Programa de Pós-graduação em Comunicação e coordenador do Bacharelado em Cinema e Audiovisual da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), pesquisador na área de som para cinema, vai ministrar uma palestra sobre as principais trilhas da história da sétima arte. A entrada é livre e gratuita, às 16 horas, também no Teatro Municipal.
Orquestra UFGD
Ainda neste sábado, às 18 horas, a Orquestra UFGD fará uma homenagem ao músico norte-americano John Williams, um dos compositores de trilhas sonoras mais bem-sucedidos do cinema. Indicado ao Oscar 49 vezes, tendo levado a estatueta em cinco ocasiões, Williams, de 82 anos, é responsável por sucessos como “Tubarão”, “Star Wars”, “E.T., o Extraterrestre”, “Indiana Jones” e “A lista de Schindler”. Inspirados nessas composições, o grupo de músicos da UFGD, organizados pela regente Thais Costa, fará uma apresentação que promete emoções cinematográficas.
Marcelo Yuka
O músico e compositor Marcelo Yuka, ex-integrante da banda O Rappa, vem a Dourados também neste sábado para participar de uma discussão sobre o documentário “Marcelo Yuka no Caminho das Setas”, produção de 2011 que aborda a transformação ocorrida na vida do músico que, no auge da carreira, aos 34 anos, foi atingido por nove tiros durante um assalto, passando a viver numa cadeira de rodas. Antes do debate, que também terá a presença da diretora e roteirista, Daniela Broitman, haverá a exibição do filme, com entrada livre e gratuita, às 19 horas, no Teatro Municipal.
Domingo
A questão indígena está presente na Mostra Audiovisual de Dourados, representada pelo filme “Terra Vermelha”, do cineasta Marco Bechis. Filmada em Mato Grosso do Sul, a trama explora a necessidade do resgate da cultura indígena pela etnia Guarani-Kaoiwá, impulso despertado pelo suicídio de duas meninas da comunidade. Com classificação de 14 anos, a ficção será exibida domingo (11), às 13 horas, no Teatro Municipal. Em seguida, haverá uma discussão sobre o filme com a presença de Abrísio da Silva e Ademilson Concianza, indígenas da região de Dourados que atuaram no longa-metragem.
A partir das 16 horas, ainda no Teatro, haverá a exibição do filme “Waldick, sempre no meu coração”. Dirigida pela atriz Patrícia Pillar, a produção conta a trajetória do cantor e compositor Waldick Soriano, desde a saída dele da cidade de Caetité, a vida dura como lavrador, garimpeiro e engraxate, até o estrelato em São Paulo. Às 20 horas, da série de quatro episódios “Memórias do Chumbo – O futebol dos tempos do Condor”, realizada pela ESPN e com direção do jornalista brasileiro Lúcio Castro, a MAD exibirá o capítulo referente ao Brasil. Com 53 minutos, o documentário conta como a ditadura militar esteve presente no esporte durante os anos conhecidos como “de chumbo”. A entrada é gratuita e aberta a toda a comunidade.