Entre 50 nomes que fizeram e fazem a literatura em Mato Grosso do Sul, o professor Paulo Roberto Cimó Queiroz, da UFGD, foi um dos homenageados no livro “Vozes da Literatura”, lançado na última semana pela Fundação de Cultura do estado, em Campo Grande. Ele atua na FCH (Faculdade de Ciências Humanas) e é coordenador do CDR (Centro de Documentação Regional).
Cimó ganhou um capítulo inteiro dedicado à obra de pesquisa da história de Mato Grosso do Sul, sendo reconhecido entre as personalidades literárias do Estado. Em meio a autores como Manoel de Barros e Nely Martins, o historiador foi homenageado por meio da série “Vozes”, da Fundação de Cultura, que está na quinta publicação, já tendo prestado reconhecimento a ícones da dança, do teatro, do artesanato e das artes plásticas.
Com mais de 300 páginas, o livro foi organizado pela Fundação e tem textos de 48 autores convidados, que descrevem os perfis de cada uma das 50 personalidades. Sobre o professor Paulo Cimó, escreveu o grande amigo dele da época universitária, o jornalista Flávio Teixeira.
O ‘compadre’, como Teixeira é chamado por Cimó, contou um pouco sobre quando moravam em uma república de estudantes, na capital do estado, numa outra realidade, em pleno governo militar. Desde lá, até chegar aos dias de hoje, o historiador, que iniciou a vida acadêmica cursando Engenharia Civil (mas se formou em História), se enveredou pela pesquisa, descobrindo fatos quase que desconhecidos da formação de Mato Grosso do Sul.
“Paulo Cimó tem a rara capacidade de apresentar, de forma clara em seus textos, artigos e palestras, a história da formação de um estado que é considerado por quase todos como ‘sem identidade’”, relata Flávio em um trecho do texto.
Para o professor da UFGD, ter sido lembrado para compor o livro é uma honraria. “Me sinto realmente homenageado. É o tipo de coisa que não procuro, mas pela qual fiquei muito lisonjeado. De fato, eu sempre busquei escrever de forma a poder ser lido por qualquer pessoa”, diz, explicando que o objetivo é transcrever a pesquisa científica para a linguagem popular, dando a todos o acesso a suas descobertas.
Além de Paulo Cimó, outros escritores de Dourados que se destacam no cenário regional fazem parte da publicação, como Emmanuel Marinho, Blanche Torres, Edgar Nolasco, Lori Gressler, Maria Eugênia do Amaral e Brígido Ibanhes.