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Congresso de Estudos Interculturais termina hoje na UFGD

03 de dezembro 2014 - 10h40 Por Redação Douranews
Congresso de Estudos Interculturais termina hoje na UFGD

O 1º Congresso Internacional sobre Estudos Interculturais, aberto segunda-feira (1) à noite no auditório da Unidade 2 da Universidade Federal da Grande Dourados, e que conta com a participação de professores e pesquisadores de pelo menos três países, com o intuito de reunir cursos interculturais de todo o Brasil e experiências semelhantes da América Latina, será encerrado hoje (3) pela Faind (Faculdade Intercultural Indígena).

A Faind oferece os cursos de Licenciatura Indígena e de Licenciatura do Campo, cursos de graduação que são realizados na metodologia de alternância e cuja estrutura curricular privilegia o diálogo com os conhecimentos tradicionais das populações do campo. A apresentação da Orquestra de Violões Te’ykue, formada por alunos indígenas do Ensino Médio do município de Caracol, marcou a abertura do evento.

A mesa de autoridades foi composta com a presença da estudante Gislaine Miotto, que cursa Licenciatura do Campo. Ela enfatizou que, se hoje tem a oportunidade de cursar uma faculdade voltada para a formação de assentados, é graças à luta e negociação dos movimentos sociais. Anastácio Peralta, aluno da Licenciatura Indígena, participou da mesa de abertura representando os professores indígenas. Ele destacou que os cursos da Faind hoje são inovadores, e inovar a universidade é um desafio. “A universidade é uma instituição centenária, tem uma mentalidade muito antiga”, disse ele.

O professor Andérbio Márcio da Silva Martins, coordenador do evento, e a professora Helaine da Silva Ladeira, coordenadora do PIBID Diversidade, agradeceram ao empenho de docentes, técnicos e professores da FAIND que viabilizaram a realização do congresso. O professor Losandro Tedeschi, representando a Cátedra Unesco Diversidade, Gênero e Fronteira, afirmou que o congresso é um espaço de grande importância, no qual professores e estudantes de diversos países e instituições podem refletir e debater sobre os cursos e licenciaturas interculturais.

O diretor da Faculdade Intercultural Indígena, professor Antonio Dari, destacou que o evento traz a Dourados palestrantes que são referência nos estudos interculturais e que, por isso, se torna um marco nas pesquisas sobre o tema.

Aberta a mudanças

O professor João Carlos de Souza, diretor da FCH (Faculdade de Ciências Humanas), que falou em nome do reitor Damião Duque de Farias, disse que os povos do campo, indígenas, assentados e quilombolas, que hoje compõem o quadro de alunos e também de servidores da UFGD “são a razão de existir desse evento e também de uma série de políticas da UFGD. Como falou o professor Anastácio, mudar a universidade não é fácil, mas se ela não estiver aberta a mudanças, a tensões, ao diálogo com o diferente, então ela não está sendo inovadora, ela não está cumprindo seu papel de construir novos conhecimentos e melhorar a sociedade”.