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Amigos se despedem de Nildo Pacito com música

29 de março 2015 - 15h21 Por Redação Douranews
Amigos se despedem de Nildo Pacito com música

Ao som da ‘Canção da América’, de Milton Nascimento, inicialmente entoada por grupos de amigos ainda no local onde aconteceu o funeral e depois puxada pelo parceiro Carlos Fábio [secretário municipal de Cultura e que interpretou, com o amigo, a música-hino ‘Meu Mato Grosso do Sul’], durante o sepultamento, no cemitério Cristo Rey, o corpo do músico e intérprete Nildo Pacito foi enterrado por volta das 8h30 deste domingo (29), sob chuva fina e aplausos das pessoas que reconheceram o talento do cantor.

fabio canta

...e depois puxou a cançao de Milton Nascimento em homenagem ao amigo

Nildo Pacito morreu na madrugada deste sábado (28), quando tentava atravessar a rua Humaitá, na esquina com a Hayel Bon Faker, próximo da praça Pedro Rigotti, e foi colhido por uma carreta que era conduzida por Valdir Tiburcio Santana, que também estava no mesmo local e acabara de sair do ‘bar do Jesus’. Uma manobra brusca do caminhão arrastou o corpo de Pacito por cerca de 30 metros, segundo testemunhas.

caixao

Amigos conduzem o caixão com o corpo de Pacito na saída do Memorial

O funeral do cantor foi realizado durante todo o dia e a noite deste sábado, quando muita gente passou pelo Memorial Primavera, relembrando momentos de convivência com Pacito. O casal de professores Darcisio e Deumeires Moraes, que costumava passar férias juntos e mantinham estrito relacionamento com o casal Nildo Pacito  a esposa Claudia Iguma, prestou toda assistência aos familiares.

Boas lembranças

“Perdemos um grande amigo, mas o melhor que podemos preservar do Nildo é a sua amizade, a alegria e a descontração, por isso, esse momento não deve ser de tristeza, apesar da dor, mas de agradecer a Deus por ter nos proporcionado a oportunidade de conviver com ele”, afirmou a professora Deumeires.

O empresário Osmar Matos, com a esposa Liane Pietramale, proprietários do Kikão Restaurante, também acompanharam o funeral do começo ao fim. “Ainda não decidimos o que fazer, mas vai ser muito triste ficar sem a voz dele e a presença, principalmente, do amigo de 18 anos de convivência com a gente”, disse.

Durante o sepultamento, amigos relembravam o estilo brincalhão e descontraído de Pacito, que fazia questão de conversar com os clientes do Kikão, nos intervalos da apresentação, colhendo opiniões para o repertório e até anotando pedidos de músicas. “Ele até gravou um CD solo, com as mais pedidas e as preferidas dos frequentadores do Kikão, que vai começar a ser distribuído amanhã [nesta segunda-feira, 30], que ironia!”, observou o músico Carlos Marinho, amigo do cantor e diretor municipal de Cultura.