Ao som da ‘Canção da América’, de Milton Nascimento, inicialmente entoada por grupos de amigos ainda no local onde aconteceu o funeral e depois puxada pelo parceiro Carlos Fábio [secretário municipal de Cultura e que interpretou, com o amigo, a música-hino ‘Meu Mato Grosso do Sul’], durante o sepultamento, no cemitério Cristo Rey, o corpo do músico e intérprete Nildo Pacito foi enterrado por volta das 8h30 deste domingo (29), sob chuva fina e aplausos das pessoas que reconheceram o talento do cantor.

...e depois puxou a cançao de Milton Nascimento em homenagem ao amigo
Nildo Pacito morreu na madrugada deste sábado (28), quando tentava atravessar a rua Humaitá, na esquina com a Hayel Bon Faker, próximo da praça Pedro Rigotti, e foi colhido por uma carreta que era conduzida por Valdir Tiburcio Santana, que também estava no mesmo local e acabara de sair do ‘bar do Jesus’. Uma manobra brusca do caminhão arrastou o corpo de Pacito por cerca de 30 metros, segundo testemunhas.

Amigos conduzem o caixão com o corpo de Pacito na saída do Memorial
O funeral do cantor foi realizado durante todo o dia e a noite deste sábado, quando muita gente passou pelo Memorial Primavera, relembrando momentos de convivência com Pacito. O casal de professores Darcisio e Deumeires Moraes, que costumava passar férias juntos e mantinham estrito relacionamento com o casal Nildo Pacito a esposa Claudia Iguma, prestou toda assistência aos familiares.
Boas lembranças
“Perdemos um grande amigo, mas o melhor que podemos preservar do Nildo é a sua amizade, a alegria e a descontração, por isso, esse momento não deve ser de tristeza, apesar da dor, mas de agradecer a Deus por ter nos proporcionado a oportunidade de conviver com ele”, afirmou a professora Deumeires.
O empresário Osmar Matos, com a esposa Liane Pietramale, proprietários do Kikão Restaurante, também acompanharam o funeral do começo ao fim. “Ainda não decidimos o que fazer, mas vai ser muito triste ficar sem a voz dele e a presença, principalmente, do amigo de 18 anos de convivência com a gente”, disse.
Durante o sepultamento, amigos relembravam o estilo brincalhão e descontraído de Pacito, que fazia questão de conversar com os clientes do Kikão, nos intervalos da apresentação, colhendo opiniões para o repertório e até anotando pedidos de músicas. “Ele até gravou um CD solo, com as mais pedidas e as preferidas dos frequentadores do Kikão, que vai começar a ser distribuído amanhã [nesta segunda-feira, 30], que ironia!”, observou o músico Carlos Marinho, amigo do cantor e diretor municipal de Cultura.