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Atriz traz espetáculos sobre a vida para Dourados

18 de setembro 2015 - 11h25 Por Redação Douranews
Atriz traz espetáculos sobre a vida para Dourados

A atriz baiana Maria Idê Vida, que se apresenta com monólogo em três situações pelo País, está cumprindo uma turnê por várias cidades de Mato Grosso do Sul. Esta semana, no Douranews, ela confirmou o espetáculo em única edição para às 20h30 do dia 10 de outubro, no Teatro Municipal. O ingresso a R$ 50 poderá ser adquirido na bilheteria do local.

A peça “Tô Vivo”, da Cia. Vida de Teatro, é baseada em fatos reais e mostra que o sofrimento psíquico está cada vez mais constante no cotidiano, como uma situação que pode atingir qualquer família brasileira.

Vida, como gosta de ser chamada a atriz, é também escritora de livros e artigos para publicação independente que retratam situações análogas às do espetáculo. Ela estima que cerca de 45 mil pessoas já assistiram o espetáculo, em cidades de Goiás, São Paulo, Tocantins, Maranhão, Pernambuco, Ceará e agora em Mato Grosso do Sul. No Estado, já viram o monólogo as cidades de Três Lagoas, Ponta Porã, Costa Rica, Amambai, Coxim, Paranaíba, Cassilândia, Chapadão do Sul, Jardim, São Gabriel, entre outras.

“Há quem imagine que o sofrimento psíquico está longe de ocorrer com alguém do seu convívio familiar e social. Até que um dia, sem pedir licença, ele bate em sua porta, e você foi pego despreparado para recebê-lo. O que era desconhecido se apresenta de forma estarrecedora e passa a fazer parte da comédia de sua existência na vida real”, avalia a atriz.

Três atos

“Tô Vivo” mostra a atriz vivendo três situações. No 1º ato, ela é Mariá, uma moça de boa aparência, aparentemente saudável, porém, que tem o transtorno bipolar. Com a auto-estima elevada, ela canta, dança, e se oferece sem medir conseqüências dos seus atos. Quando passa a fase de euforia, vem o rebaixamento do humor, chora, sofre, e comete suicídio.

No 2º ato, Jade, uma mulher altamente elegante, integrante da alta sociedade, vive um episódio que marca, com a separação do marido. “Sente-se frágil ao ponto de perder a paz, acha que está a beira da morte, gasta uma fortuna com especialistas, sente dores em todo o corpo, ingere medicamentos sem controle, não pode ouvir falar o nome de uma doença para logo pensar que aquela é a sua. A vida social para ela chega ao fim. Sua companhia é a solidão. Para ela, sua doença nenhum especialista descobre. Na verdade, todos sabem que sua doença é psicológica, mas ela não aceita essa realidade”, define a autora.

Já no 3º ato, diz a atriz, é contada a história de Adélia, uma artista plástica que sofre com a esquizofrenia. “Ela mostra essa doença de uma forma real, onde a maioria das pessoas não tem noção do que seja. Tem mania de juntar lixo na rua, se desequilibra com várias formas de alucinações, mas é suficientemente inteligente ao ponto de pintar seus quadros com expressões riquíssimas em detalhes mostrando a arte de uma forma realista e imaginável”.