Nova configuração de bibliotecas estimula alunos e servidoras do setor em Dourados — Foto: Divulgação/Assessoria
Com o objetivo de incentivar a leitura, as bibliotecas das escolas da Rede Municipal de Ensino passaram por uma reestruturação, o que resultou em inúmeros avanços e destaque nacional com a premiação que contemplou Dourados como um dos 100 melhores a nível de bibliotecários.
O trabalho começou, segundo a assessoria da Prefeitura, quando a ex-secretária Marinisa Mizoguchi assumiu a Educação e logo constatou as condições precárias dos espaços nas escolas, que apresentavam características mais de um depósito do que de um espaço para leitura.
Em visita às unidades de ensino foram realizados alguns levantamentos acerca da problemática e a necessidade de preparar os profissionais que se encontravam e se encontram dentro das bibliotecas escolares, proporcionando-lhes a formação continuada e o direcionamento para que pudessem desenvolver ações que auxiliasse os professores.
As bibliotecas escolares passaram por reformas internas, algumas foram ampliadas, acervos reestruturados com a aquisição de livros pelos diretores e material recebido do MEC através do Plano Nacional da Biblioteca Escolar. Todas as auxiliares de bibliotecas vêm recebendo formação continuada desde 2013, incluindo atendimento, curso de Libras, projetos de leitura em conjunto com as professores de língua portuguesa, restauração de obras literárias, adequação do acervo por faixa etária, ética no ambiente de trabalho além de formar contadores de história, um avanço para a nossa educação.
As escolas Laudemira Coutinho, Sócrates Câmara e Frei Eucário são exemplos da eficácia do trabalho, lá as auxiliares de bibliotecas se sentem valorizadas, por garantir aos alunos um espaço harmonioso e garantem que a biblioteca hoje é um espaço em que os alunos gostam de estar.
Para a professora do 6º ao 9º ano de Língua Portuguesa, Márcia Devotti, da escola Laudemira, incentivar a leitura é diversificar o vocabulário, é enriquecer o conhecimento do aluno e não restringi-lo a uma única opinião, porque o processo de leitura desperta o senso crítico do aluno. Hoje os professores realizam projetos de leitura concomitantemente com o projeto de leitura existente dentro das bibliotecas, trabalhando temas transversais, como meio ambiente, ética, pluralidade social, entre outros.
Na escola Sócrates Câmara, o projeto deu tão certo que uma vez por ano os alunos escrevem o seu próprio livro que é trabalhado ao longo do ano e a escola promove para eles uma noite de autógrafos, onde esse aluno pode distribuir o seu livro e autografa-lo. Assim, é possível constatar que além do incentivo a leitura ainda a produção textual também é trabalhada.
As auxiliares dessas escolas disseram que hoje se sentem valorizadas porque estão inseridas dentro do processo de ensino aprendizagem do aluno, sentem a sua importância no trabalho de incentivo a leitura.
Na escola Frei Eucário, o trabalho também é desenvolvido com muito amor, o espaço da biblioteca é lúdico e cuidado pelas auxiliares de biblioteca e, elas próprias afirmam que os alunos muitas vezes deixam o intervalo para estarem dentro da biblioteca. Nos Ceims, os professores contam com as Bebetecas, um espaço com temática para a idade dessas crianças e com materiais pedagógicos que promovem o encanto pela leitura.