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Relíquias e documentos históricos integram acervo dos museus de Dourados

19 de maio 2021 - 12h32 Por Redação Douranews
Relíquias e documentos históricos integram acervo dos museus de Dourados Projetor movido a carvão onde os douradenses assistiram o primeiro filme no Cine Ouro Verde, em 1957, virou peça de museu — Divulgação

O secretário de Cultura, Francisco Kinho Chamorro, lembrou nesta terça-feira (18), data consagrada como sai internacional do museu, a importância de conservar a história através dos espaços desse modelo existentes em Dourados. “Os museus exercem um significado extremamente relevante. Podemos olhar para o nosso passado e aprimorar o futuro”, relata.

Dourados conta com dois museus, um que fica no Terminal Rodoviário ‘Renato Lemes Soares’ e outro no distrito de Indápolis, com o acervo da Cand, a colônia agrícola. Para a diretora de Cultura do município, Andiara Pacco Coquemala, esses locais carregam diversas atribuições desde a preservação da memória cultural de uma sociedade, bem como são responsáveis pelo patrimônio material ou imaterial.

“O Museu Histórico de Dourados é um lugar carregado de riqueza cultural, possui um acervo riquíssimo que retrata a história do município, sua criação e formação sociocultural: acervo indígena, dos pioneiros, instrumentos de trabalho, de imagem e som, dentário e médico, gabinete dos prefeitos e sala de estudos, todos esses bens salvaguardam a Cultura de Dourados que poderá ser contemplada por diversas gerações”, explica.

O contato com a história permite também educação. É o espaço ideal para despertar a curiosidade, estimular a reflexão e o debate. Fechado ao público, temporariamente, devido a pandemia da Covid-19, no local é possível conhecer a trajetória dos pioneiros de Dourados, como o fundador da cidade, Marcelino Pires, natural de Jataizinho–PR, que aqui chegou em 1903, tomando posse de uma grande área de terras da Fazenda Alvorada. Marcelino doou parte dessas terras para a criação do primeiro povoado.

No local há ainda computadores, entre eles um microcomputador modelo Sistema 700, fabricado no Brasil pela Prológica entre 1981 e 1985. Tem ainda um Rádio Amador de 1968, máquinas de escrever e até uma das bitolas que compunham os trilhos da Estação de Itahum da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil.

Os visitantes podem conferir ainda arquivos dos jornais impressos que circularam em Dourados, e um clipping de revistas nacionais. “Estamos organizando todo o material e fazendo curadoria para que, assim que estiver autorizado o retorno, a população possa visitar o museu e as escolas possam retomar as programações com a cultura”, informou o secretário. (Com assessoria)