Quando estava no centro, Getúlio ainda ganhava flores — Douranews
Conhecido como o ‘pai dos pobres’, com direito a homenagem prestada pelo ex-prefeito Braz Melo que, na década de 90, mandou instalar um busto dele com o carismático charuto entre os dedos, no contorno da Avenida Presidente Vargas com a Rua Joaquim Teixeira Alves, sábado (24) passado decorreram 70 anos do suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas.
‘Transferido’, anos depois, para o contorno do anel viário que corta a rodovia MS 156 que demanda de Dourados para Itaporã, o ‘finado’ Getúlio, como ficou conhecido após a epopéia nacionalista, hoje é figura praticamente esquecida, embora seja um dos nomes mais emplacados por várias cidades e estados brasileiros.
Em Dourados, inclusive, um grupo de petebistas, liderados pelo advogado Harrison de Figueiredo, um dos líderes do trabalhismo em Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, costumava depositar flores a cada dia 24 de agosto junto à estatua de Getúlio no centro da cidade, homenagem que ainda se repetiu uma vez no novo local, por último pichado com frases de reivindicações de demandas dos indígenas vizinhos à ‘nova morada’ do ex-presidente.
História
Ex-militar que serviu em Corumbá como cabo do Exército, Getúlio pediu a baixa após ser promovido a sargento ao voltar ao Estado do Rio Grande do Sul. Após concluir o curso de direito, tornou-se promotor público e entrou na política depois de exercer vários cargos eletivos no seu estado natal. Elegeu-se presidente da República do Brasil por duas vezes.
No primeiro mandato criou em nossa região o Território Federal de Ponta Porã tendo como capital a cidade de Ponta Porã, abrangendo vários municípios incluindo o de Dourados. Nomeou como governador do Território Federal o Coronel Ramiro de Noronha, com o intuito de acabar com o domínio inglês na exploração da erva mate na região.
No Município de Caarapó (‘raiz de erva’, na tradução do tupi) era a sede na fazenda Campanário onde ainda há construções antigas, local de funcionamento do centro comercial. A mão de obra utilizada para a exploração e produção da erva na sua maioria era mão de obra paraguaia.
Com a desestabilização do domínio inglês foi criado por ele a Colônia Federal de Dourados e membros da população nordestina de vários estados foram instalados na região como meio de colonização.
Na praça Antonio João em Dourados há a figura do colono com o machado na mão e na saída da cidade para Campo Grande o monumento ao colono com a nominação de vários municípios uma homenagem a esses desbravadores, conforme pesquisa realizada pelo advogado José Tibiriçá, um dos que integraram o ‘cordão’ getulista no passado.