Alunos da Unei apresentam Casa de Reza da aldeia — Douranews
Uma tarde diferente. Livres das paredes, oportunidade bem aproveitada por seleto grupo, dentre os 38 alunos que cumprem medidas socioeducativas na Unei (Unidade Educacional de Internação) 'Laranja Doce' em Dourados, movimentou a comunidade da escola CEEJA (o Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos), por meio do Pólo que é coordenado na Unei pelo professor Ronaldo Campos.
A IV Mostra Cultural Afro e Indígena, com o tema 'Saberes que libertam', levou trabalhos produzidos a partir da vivência dos alunos no ambiente, como a Casa de Reza estereotipada nos moldes da existente (e resistente, apesar dos vários ataques pelo fogo) na aldeia Jaguapiru da Reserva de Dourados, além da produção afro.
O Douranews acompanhou a Mostra
Flávio Camilo, da UneiPalestras com as professoras Nubea Rodrigues Xavier e Cleide da Silva Pedro ilustraram, apropriadamente, a presença afro e indígena na sociedade. O diretor da Unei, Flávio Henrique Camilo, elogiou a parceria e aplaudiu os alunos que se dedicaram para a Mostra.
De acordo com a diretora do CEEJA, professora Daniela Staut, essa iniciativa já integra o calendário anual de eventos nas ações do Centro Estadual e atende, também, princípios da BNCC, documento nacional editado pelo MEC como um conjunto orgânico de aprendizagens essenciais, e que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica.
Professores Ronaldo, Juliana Matoso e Daniela Staut na Mostra
Rap raiz
Ao final das apresentações, grupos de alunos da Unei na Mostra ainda presentearam os professores, diretores de ensino e coordenadores presentes, como a representante da CRE (Coordenadoria Regional de Educação), Juliana Matoso, com uma canção autoral, em ritmo de rap, invocando a luta pelo respeito às etnias, bandeira reivindicada pelas comunidades indígenas.
"Respeita a cor, a terra, a raiz/sem esses povos, não existiria o país/Na batida do rap, deixamos a lição/orgulho das origens, respeito à tradição", cantaram os alunos.
"Do quilombo à aldeia, a luta é igual, contra/a injustiça e o preconceito social/Memória que ensina, história que guia,/diversidade é força, é nossa poesia", reforçou o grupo, dividindo as dores com a comunidade afro.
Trabalhos expostos durante a Mostra Cultural da Unei no CEEJA