Buscar quarta-feira, 2 de setembro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
26°C
Dourados

Ministro da Defesa vem a Dourados inspecionar ações de combate ao crime na fronteira

20 de setembro 2011 - 22h25 Por Redação Douranews, com Assessoria
Ministro da Defesa vem a Dourados inspecionar ações de combate ao crime na fronteira

O ministro da Defesa, Celso Amorim, é aguardado em Dourados na quinta-feira (22) às 10h30, quando desembarca no aeroporto municipal acompanhado pelo governador André Puccinelli (PMDB) e pelo comandante do Comando Militar do Oeste, general-de-exército João Francisco Ferreira. Ele será recepcionado pelo prefeito Murilo Zauith e o general  José Carlos Cardoso, comandante da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada onde vai acompanhar os desdobramentos da Operação Ágata 2, deflagrada pelo Ministério da Defesa no âmbito do PEF (Plano Estratégico de Fronteiras) lançado pela presidente Dilma Rousseff em junho, e sob coordenação do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas.

A operação utiliza 30 aeronaves (de caça, asas rotativas, transporte e reconhecimento) e aeronave remotamente pilotada (mais conhecida como Vant) da Força Aérea e 10 mil militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.  Cerca de 7 mil homens do Exército patrulham 3,5 mil quilômetros de fronteira com o Uruguai, Argentina e Paraguai.

Segundo o general-de-exército Carlos Bolivar Goellner, comandante militar do Sul e das forças conjuntas, foram instalados postos de controle e fiscalização em toda a faixa abrangida pela operação. A base da fronteira do Brasil com o Paraguai está instalada no quartel da 4ª. Brigada de Cavalaria, em Dourados.

Caças, tucanos e radares

Ao contrário da Operação Ágata 1, realizada em um ponto fixo junto à fronteira da Colômbia, a segunda etapa utiliza patrulhas móveis, deslocadas a partir de informações obtidas por inteligência direta, satélites, aviões radares e de um Vant. A operação não tem data para acabar. O objetivo é combater o crime na região. “As Forças Armadas estando próximo das nossas fronteiras inibem um ilícito que por ventura alguém queira cometer”, explicou o major-brigadeiro-do-ar Flávio dos Santos Chaves, comandante do destacamento aéreo da operação.

Para defender o espaço aéreo contra voos ilícitos, durante a Operação Ágata 2 a FAB mantem aviões de caça F-5EM e A-29 Super Tucano em Dourados  e em Maringá/PR, próximas à fronteira com o Paraguai, além das Bases Aéreas de Canoas/RS e em Campo Grande/MS.

“Essas aeronaves, em caso de necessidade, são acionadas pelo Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) e interceptam aquela aeronave considerada como suspeita para uma averiguação”, afirmou o brigadeiro Chaves. Nessa missão também é empregada a rede de radares do Segundo Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), de Curitiba/PR.