A data da paralisação foi escolhida nesse dia por coincidir com a Marcha Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, que nesta edição pede pelo menos 10% do PIB para a Educação. O Brasil investe, hoje, cerca de 4,5% do PIB no setor. Além disso, são bandeiras de lutas o Piso Salarial Nacional dos Professores que ainda não ocorreu em todos os municípios do país e também a implantação de um terço de hora atividade para planejamento de aulas.
Em Dourados os educadores não concordam com a onda de demissões na Educação; com a proposta de abertura nos Ceim’s nas férias de janeiro e com a substituição de professores e assistentes pedagógicos por estagiários.
Na Assembleia da última sexta-feira (21), os educadores também decidiram que cobrarão a prefeitura, para que nomeie os coordenadores pedagógicos aprovados em concurso e que aguardam há tempos para tomar posse.
Foi decidido, ainda, que haverá cobrança para a realização de eleição para direção dos Ceim’s, assim como a nomeação de Coordenadores Pedagógicos para os mesmos. Atualmente cabe ao prefeito nomear quem está coordenando esses estabelecimentos de ensino.
“Em princípio será uma paralisação de um dia e depois faremos uma avaliação da situação para se decidir os próximos passos. Nossa luta é para que seja melhorado o atendimento às crianças e as condições de trabalho dos educadores”, explicou o presidente do Simted, José Carlos Brumatti.