Para que isso aconteça, Tetila esteve no Ministério da Justiça na última terça-feira e solicitou que o Governo Federal coloque dentro da Reserva um posto de policiamento permanente (militar ou federal). Moram hoje na Reserva de Dourados quase 15 mil pessoas das etnias Guarani, Kaiowá e Terena, um contingente populacional maior que 41 dos 78 municípios do Estado de Mato Grosso do Sul, superando a população de alguns conhecidos, como Aral Moreira, Antônio João, Angélica, Batayporã, Coronel Sapucaia, Deodápolis, Glória de Dourados, Guia Lopes da Laguna, Nioaque, Sonora, Tacuru, Sete Quedas, entre outros. Mesmo assim, segundo os indígenas, há pouca segurança no local. Os números do Cimi comprovam essa afirmação.
“Acreditamos que a presença da polícia na Reserva diminuirá bastante esse índice de violência, porque coíbe a bandidagem de importunar os cidadãos de bem. Quem estiver mal intencionado pensará duas vezes antes de tomar qualquer atitude precipitada”, explica o deputado.
Para contar com o apoio de outras autoridades para tirar do papel a iniciativa, o petista, apresentou a proposta na Assembleia Legislativa e a enviou para a Secretaria Nacional de Segurança Pública, para a Assessora Especial do Ministério da Justiça, para a Secretaria Nacional de Políticas Anti-Drogas, para a presidenta da República, Dilma Rousseff, e, no Mato Grosso do Sul, para o governador do Estado, para a Secretaria de Estado de Justiça Segurança Pública, para o senador Delcídio do Amaral, para a Superintedência Regional da Policia Federal de Mato Grosso do Sul e para a Coordenadoria da FUNAI Regional de Dourados.