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Tetila pede posto policial para a Reserva Indígena de Dourados

24 de novembro 2011 - 18h20 Por Redação Douranews, com Assessoria
Tetila pede posto policial para a Reserva Indígena de Dourados
A Reserva Indígena de Dourados foi apontada pelo Cimi- Conselho Indigenista Missionário – como uma das mais violentas do Estado, com índices de assassinatos que superam os do Iraque em guerra. Para cada 100 mil habitantes da Reserva, pelo menos 145 foram assassinados, enquanto no Iraque esse número ficaria em torno de 93 pessoas. Os números abrangem o período de 2003 à 2010. Atento a isso, o deputado estadual Laerte Tetila (PT) quer que haja segurança para os trabalhadores e trabalhadoras que ali moram possam sentir com mais intensidade a presença do Estado.

Para que isso aconteça, Tetila esteve no Ministério da Justiça na última terça-feira e solicitou que o Governo Federal coloque dentro da Reserva um posto de policiamento permanente (militar ou federal). Moram hoje na Reserva de Dourados quase 15 mil pessoas das etnias Guarani, Kaiowá e Terena, um contingente populacional maior que 41 dos 78 municípios do Estado de Mato Grosso do Sul, superando a população de alguns conhecidos, como Aral Moreira, Antônio João, Angélica, Batayporã, Coronel Sapucaia, Deodápolis, Glória de Dourados, Guia Lopes da Laguna, Nioaque, Sonora, Tacuru, Sete Quedas, entre outros. Mesmo assim, segundo os indígenas, há pouca segurança no local. Os números do Cimi comprovam essa afirmação.

“Acreditamos que a presença da polícia na Reserva diminuirá bastante esse índice de violência, porque coíbe a bandidagem de importunar os cidadãos de bem. Quem estiver mal intencionado pensará duas vezes antes de tomar qualquer atitude precipitada”, explica o deputado.

Para contar com o apoio de outras autoridades para tirar do papel a iniciativa, o petista, apresentou a proposta na Assembleia Legislativa e a enviou para a Secretaria Nacional de Segurança Pública, para a Assessora Especial do Ministério da Justiça, para a Secretaria Nacional de Políticas Anti-Drogas, para a presidenta da República, Dilma Rousseff, e, no Mato Grosso do Sul, para o governador do Estado, para a Secretaria de Estado de Justiça Segurança Pública, para o senador Delcídio do Amaral, para a Superintedência Regional da Policia Federal de Mato Grosso do Sul e para a Coordenadoria da FUNAI Regional de Dourados.