A Corregedoria-Geral do MPE (Ministério Público Estadual) em Mato Grosso do Sul informou esta semana ao engenheiro civil Paulo Figueiredo, em Dourados, via e-mail, que os trabalhos de apuração quanto às denúncias de desvio de dinheiro público na construção do Paço Municipal, o CAM (Centro Administrativo Municipal), são da competência da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público que funciona no Município.
O documento encaminhado a Paulo Figueiredo, assinado pela promotora de Justiça Jaceguara Dantas da Silva Passos, assessora do Corregedor-Geral do MP/MS, o procurador de Justiça Silvio César Maluf, informa que a correspondência repassada por Figueiredo, retratando o estágio atual em que se encontra a denúncia formulada por ele, foi repassado para a Promotoria de Dourados “para providências cabíveis”.
O engenheiro protesta contra o arquivamento da Ação Popular que denunciou o desvio de dinheiro público, em 1996, último ano de gestão do então prefeito Humberto Teixeira, na construção do CAM. Entre as irregularidades constatadas, uma delas envolve o pagamento de cerca de R$ 215 mil correspondente ao fornecimento e instalação de 18 toneladas da estrutura metálica que seria utilizada na cobertura espacial do prédio, cuja obra não chegou a ser executada.