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Apostadores perdem espaço nas casas lotéricas para boletos

12 de abril 2012 - 13h40 Por Redação Douranews
Apostadores perdem espaço nas casas lotéricas para boletos

Uma das coisas que mais irritam os apostadores dos jogos da CEF (Caixa Econômica Federal) principalmente em Dourados é a longa demora nas filas, em especial no dias dos sorteios de determinadas modalidades, como a Mega-sena, Lotofácil, Esportiva, entre outros.

A maioria das lojas credenciadas pela Caixa deixa no máximo dois guichês para atender aos apostadores enquanto os demais ficam somente com exclusividades para receberem boletos de contas de água, energia, telefone entre outros pagamentos que deveriam ser pagos em agências bancarias.

“Isso aqui virou uma verdadeira agência bancaria. Ficar mais de meia hora na fila para fazer uma aposta de jogo, isto é demais, só em Dourados mesmo”, disse Leonardo Brasil de Castro, quando se encontrava no interior de uma das casas lotéricas na manhã de segunda-feira (9) para apostar na Quina e na Lotofácil.

A casa lotérica 500 Milhas, por exemplo, dos cinco guichês disponíveis para as apostas, tinha só dois atendendo “Os caras (donos das lotéricas) perceberam que receber os boletos dá mais lucros para eles, talvez esteja aí o preterimento das apostas das loterias da Caixa. Quer ver duro mesmo é quando as pessoas vem receber os benefícios do Governo Federal como o bolsa família, aposentadoria, seguro desemprego entre outros, aí é que demora”, emendou o apostador José Carlos Silvério, irritado por ter ficado também pouco mais de meia hora para apostar na Lotofácil, Quina e na Mega-Sena.

Além das agências bancarias, já existem em Dourados várias lojas de pague-fácil em várias áreas do centro, bem como a Enersul recebe as contas de energia e em algumas farmácias também há o serviço de recebimento de boletos bancários.

A funcionária de uma casa lotérica da cidade, questionada da preferência da empresa na qual trabalha por boletos e não pelos jogos da Caixa, foi direta e objetiva: “Recebemos ordens do patrão e as cumprimos. Não é culpa nossa”, disse ela, lembrando que por diversas vezes foi agredida verbalmente por clientes, por não fazer os jogos, “porque fomos designadas pela gerência para apenas receber os boletos, dar prioridade aos recebimentos de contas domésticas, de escritórios e empresas”.

“Geralmente quando está faltando perto de meia hora para encerrarmos o expediente é que as demais caixas são voltadas para o atendimento aos apostadores”, informou uma outra funcionária de uma casa lotérica da cidade dizendo que esta medida se deve provavelmente porque o lucro dos jogos da Caixa é ínfimo perante aos boletos.

Recentemente, o Sindicato dos Bancários denunciou a transformação de pontos, como as lotéricas, em correspondentes bancários, afirmando que a medida “precariza a qualidade dos serviços e ainda constrange os clientes e funcionários”. (Colaborou Waldemar Gonçalves – Russo)