O nome dela é Adriana Batista Sorenser. Aos 28 anos, a douradense que cursa Enfermagem na Unigran vai para a faculdade todos os dias com um carro das relíquias que coleciona, “por pura paixão”, segundo revelou ao Douranews.
Desde os 13 anos de idade, Adriana tinha um sonho: um dia cursar uma faculdade e, mais, poder ir para as aulas em um Fiat 147. Esse sonho virou realidade e hoje ela dispõe não de um, mas de oito carros Fiat 147 que podem leva-la para a faculdade cada dia em um.
Além disso, a jovem conta com outros três modelos da linha Fiat [um 124, ano 69, um 600, ano 79 e um Coupê, ano 95] e ainda um Fusca de 1920 e um Ford 29, dentre os mais tradicionais da coleção que já soma 23 antiguidades.
Tudo começou quando ela foi convidada por um grupo de amigos a participar do 1º. Encontro de Fuscas e Veículos Antigos, em setembro do ano passado, na cidade de Ivinhema. “Dali em diante não parei mais”, conta a acadêmica, lembrando que a cada data comemorativa do relacionamento com o advogado Alceu Soares do Aguiar ela ganha um presente para a coleção.
Na semana passada, Adriana participou, na Expoagro, que acontece no parque de exposições de Dourados, de uma pequena mostra das relíquias, apresentando cinco 147, o fusca 20 e o Fordinho 29. Neste final de semana, ela viaja para Jataizinho, no Paraná, onde vai expor parte dos presentes.
Mais do que a paixão por carros, a colecionadora diz que esses encontros com reliqueiros, que já deu origem inclusive a uma associação [ela faz parte do Car – Clube de Amigos Reliqueiros do Noroeste do Paraná e Mato Grosso do Sul] contribuem para fazer novas amizades, trocar conhecimentos e até para ganha alguns brindes. Em alguns locais, são premiados o modelo mais antigo, o mais vistoso, o mais cobiçado pelo público.
Em uma recente apresentação ela ganhou 30 litros de combustível. “Deu pra encher o tanque de todos eles e voltar pra cá”, brinca, afirmando, por fim, que não visa lucros com esse hobbie. Os carros da coleção já foram vistos também em Ponta Porã e Itaporã, no Estado, além de Nova Esperança, no Paraná. Quando estão em Dourados, o ponto de parada das relíquias é o lava-rápido do Samuel, na rua Clóvis Bevilácqua, 222, no Jardim Cuiabazinho.