Em nota distribuída no começo da tarde desta terça-feira (19) pela Assecom (assessoria de comunicação do Município), o secretário municipal de Saúde de Dourados, Sebastião Nogueira Faria, confirmou que a morte do médico Munir Faker, de 67 anos, ocorrida no domingo (17), no hospital Cassems, deu-se por “insuficiência respiratória, Acidente Vascular Central, Febre Hemorrágica, Vírus do Dengue”.
A confirmação chega quase dois dias depois da morte do médico, e depois de vários desencontros envolvendo a equipe de saúde do Município, incluindo o Departamento de Vigilância em Saúde e laboratórios locais, aos quais teriam sido encaminhadas amostras coletadas junto ao paciente, internado desde o dia 13 de fevereiro, com febre e dores no corpo, características que poderiam identificar a suspeita de dengue.
Em nota distribuída à imprensa, o secretário de Saúde observa ainda que exames sorológicos específicos para identificar se tratava-se do sintoma da dengue foram realizados no Municípios, em duas oportunidades [nos dias 14 e 17], com o paciente ainda vivo, e nos dois casos não se confirmou a suspeita.
Para a checagem e comprovação de diagnóstico, os materiais recolhidos foram encaminhados ontem (18) para o Lacen (Laboratório Central do Estado), em Campo Grande, quando só então foi confirmada a morte por dengue hemorrágica.
Na nota, o secretário observa, ainda, que Munir Faker havia estado em Campo Grande, município onde existe uma epidemia da doença, anteriormente aos primeiros sintomas, “conforme relato verbal da equipe médica responsável” pelo atendimento, conforme o documento distribuido pela Prefeitura.