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Advogado defende reativação do ramal ferroviário de Itahum

30 de junho 2013 - 13h52 Por Redação Douranews
Advogado defende reativação do ramal ferroviário de Itahum

Um dos estudiosos dos problemas regionais e conhecedor da história contemporânea, o advogado e produtor rural José Tibiriçá Martins Ferreira está pedindo, agora, o empenho dos governantes que representam a região da Grande Dourados, e o apoio dos vereadores, deputados estaduais, deputados federais, aqui da região, Geraldo Resende e Marçal Filho e dos demais com domicílio eleitoral em Campo Grande e Três Lagoas, dos três senadores, da vice-governadora Simone e do governador André Puccinelli, para a implantação do ‘trem do tereré’.

A sugestão pode virar realidade e sair do papel, segundo ele, a partir da campanha lançada através do Facebook. “Pecisamos do apoio dos demais, como das entidades privadas, para a reativação do ramal de Campo Grande a Ponta Porã, visto que a Ferroeste está nascendo e o referido ramal poderá ser um braço dela”, defende Tibiriçá, destacando o polo muito produtivo, tanto na pecuária como na agricultura dessa região.

“Com o trem cargueiro poderá ser reativado também o trem de passageiros, os trilhos ainda estão no percurso e com isso terá um frete mais barato e consequentemente trará muitas riquezas para a região, como geração de emprego e turismo”, sugere o produtor.

Ele lembra ainda que se o governo federal tem dinheiro para investir no futebol, deve ter dinheiro também para o referido ramal. “Não se pode perdoar dívidas de países estrangeiros, primeiramente temos que dar assistência ao povo brasileiro, cuidar da nossa casa”, recomenda. “Muita gente ainda não tem água potável para beber e em muitos lugares existem pessoas famintas, e não adianta tapar o sol com a peneira”, cobra o advogado.

A Estação Ferroviária de Itahum, hoje em ruínas e em situação de total abandono, foi inaugurada em 1949. Na década de 50 foi rota de grande parte da produção agrícola de Dourados, recorda o escritor, lembrando ainda que a ferrovia foi tombada pelo patrimônio público, histórico e cultural pela Lei nº 2.089, de 11 de setembro de 1996, e esse, segundo ele, é um dos motivos pelo qual ela deveria ser conservada.