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Câmara discute 'importação' de médicos em audiência pública

02 de julho 2013 - 19h31 Por Redação Douranews
Câmara discute 'importação' de médicos em audiência pública

A Câmara de Dourados, atendendo proposição do vereador Alan Guedes (DEM), vai realizar audiência pública na segunda-feira (8) para discutir a possível contratação de médicos estrangeiros para atuar no Brasil mesmo sem terem prestado o Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Universidades Estrangeiras).

A audiência começa às 19 horas, no Plenário da Câmara e terá como palestra principal o tema “Contratação de médicos estrangeiros sem diploma: Sim ou Não?” ministrado pelo médico e também deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM).

“Nosso objetivo é debater com a classe médica a medida anunciada pelo Ministério da Saúde sobre a contratação de médicos estrangeiros (Espanha, Cuba e Portugal) para atuarem em instituições localizadas no interior e em regiões mais pobres do Brasil”, explica Alan Guedes.

Ainda segundo o vereador, “o assunto está em fase de estudo e é preciso ampliar o diálogo entre os médicos brasileiros com a classe política que precisa conhecer o cenário de atuação do profissional da saúde”, finaliza.

De acordo com o Ministério da Saúde, o déficit atual de médicos é de 54 mil profissionais. Indicadores da OMS (Organização Mundial de Saúde) revelam que o Brasil tem uma média de 1,8 médico a cada mil habitantes, contra 1,9 da Venezuela, 2,4 do México, 3,2 da Argentina e 6 para cada mil habitantes em Cuba.

O governo federal afirma que está é medida emergencial para sanar os problemas de atendimentos no SUS (Sistema Único de Saúde) e ressalta que o Brasil é um dos países que menos emprega médicos estrangeiros.

Convidados 

Foram convidados para o debate o presidente da Associação Médica, Leidniz Guimarães da Silva e o diretor do curso de medicina da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), Júlio Henrique Rosa Croda.

Alan Guedes destaca que “é importante não apenas a presença da classe médica, mas também de toda a população que usa diariamente os serviços da área de saúde”.